
A Câmara dos Deputados homenageou, nessa quarta-feira (17/6), no Salão Nobre, três pesquisadoras que se destacaram pelas contribuições à ciência brasileira durante a entrega do Prêmio Mulheres na Ciência Amélia Império Hamburger 2026. A premiação reconhece anualmente cientistas que se destacam nas áreas de ciências exatas, naturais e humanas e busca valorizar a participação feminina na produção de conhecimento e na busca de soluções para desafios da sociedade.
As agraciadas desta edição foram a bióloga Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, do Rio de Janeiro; a pesquisadora Mirlir Cunha, de Minas Gerais; e a geóloga e professora Márcia Abrahão Moura, do Distrito Federal. As três foram escolhidas por um conselho deliberativo formado por representantes da Câmara dos Deputados e dos partidos com assento na Casa.
Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é referência em pesquisas voltadas à regeneração da medula espinhal. A cientista ganhou destaque nacional pelos estudos sobre a polilaminina, molécula desenvolvida para estimular a recuperação de lesões medulares. Neste ano, a substância recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar testes clínicos em humanos, avanço considerado um marco para a pesquisa biomédica brasileira.
Mirlir Cunha, tenente-coronel da Polícia Militar de Minas Gerais, doutora em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Com atuação nas áreas jurídica e acadêmica, é professora e pesquisadora, tendo se dedicado a temas como segurança pública, relações interinstitucionais, direito internacional e ciências criminais. Sua produção acadêmica aborda a teoria da justiça, o direito constitucional e a filosofia política contemporânea.
Márcia Abrahão Moura é geóloga, pesquisadora, professora, primeira mulher eleita reitora da Universidade de Brasília (UnB) e pré-candidata a Deputada Federal. Márcia tem uma trajetória marcada pela atuação em pesquisa, gestão universitária e defesa da educação pública.
Durante a cerimônia, a pesquisadora dedicou o prêmio às mulheres brasileiras que conciliam múltiplas jornadas de trabalho.
“Eu dedico o Prêmio Mulheres na Ciência a todas as mulheres do Brasil, que enfrentam duas ou até três jornadas de trabalho, que se dedicam de corpo e alma às suas atividades e que, muitas vezes, não recebem o reconhecimento que merecem por todo o seu esforço”, afirmou.
Ela também destacou as mães que enfrentam dificuldades sem rede de apoio e que lutam diariamente pelo sustento de suas famílias. “Este prêmio é para todas as mães que não têm rede de apoio, que lutam diariamente pelo sustento de suas famílias e que carregam a vontade de crescer, transformar realidades e ajudar a construir um país mais justo, humano e solidário”, declarou.
O Prêmio Mulheres na Ciência Amélia Império Hamburger busca reconhecer a excelência da participação feminina na ciência e estimular a entrada e a permanência de mais mulheres na carreira científica, em um cenário em que elas ainda enfrentam desafios para alcançar posições de liderança e maior visibilidade em diversas áreas do conhecimento.

Cidades DF
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