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Delícias do DF estarão em destaque na 3ª edição da Expovitis

Valorização de produtos artesanais e turismo rural impulsionam o aumento do consumo da produção local durante a Copa do Mundo, afirmam o produtor de vinhos Ronaldo Triacca e a produtora de queijos Giovana Navarro Santana

Em ritmo de Copa, o aumento do consumo de vinhos e de queijos de cabra durante o Mundial foi tema, nesta sexta-feira (19/6), do CB.Agro — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília. Ronaldo Triacca, produtor de vinhos, dono da Villa Triacca Hotel Vinícola & Spa e presidente da feira Expovitis, e Giovana Navarro Santana, produtora de queijos de cabra e dona da marca Cabrísssima, falaram das premiações que os produtos do DF têm conquistado mundo afora. Aos jornalistas Sibele Negromonte e Marcelo Agner, eles também destacaram a importância do turismo rural. Confira, a seguir, os principais pontos. 

Vinho combina com futebol? 

Ronaldo Triacca: Sim. Nesse período de maio a agosto faz mais frio. Há um aumento natural do consumo de vinho. Com um grande evento festivo, como a Copa do Mundo, a tendência é aumentar ainda mais o consumo de vinhos. O hábito do brasileiro está mudando um pouco também. Estão buscando mais reuniões com amigos e familiares em casa. Isso contribui para o aumento do consumo. Sabemos que a cerveja é a grande bebida da Copa do Mundo, mas a gente está percebendo um aumento dos números. Do ano passado para este, houve um acréscimo de mais de 40% no consumo. São dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). 

E o queijo? 

Giovana Navarro: As bebidas precisam de complemento. Nada como um queijinho para fazer companhia. Digo que vinho e queijo são parceiros gastronômicos. Então, nada melhor do que valorizar os produtos da região, produtos artesanais, de altíssima qualidade e premiados.  

Os senhores são entusiastas do turismo rural. Ele tem evoluído no DF? 

Giovana Navarro: Avalio que melhorou muito e, hoje, é mais difícil para um produtor conseguir faturamento só com o produto, principalmente em pequenas propriedades. O turismo rural dá essa complementação e ajuda na divulgação. Acredito que ele é uma tendência forte que vai crescer a cada dia. Isso estimula a gente a fazer cada dia melhor. Nós, por exemplo, ganhamos pela Revista Globo Rural o prêmio de pequena fazenda sustentável, porque a gente pratica tudo que é necessário em todos os campos, como o financeiro e o social. Tudo isso faz parte da sustentabilidade. A gente aplica tudo isso para fortalecer a propriedade e o turismo rural. 

Ronaldo Triacca: Para as propriedades rurais que produzem produtos artesanais, a grande via é o turismo. O turismo rural ou, no nosso caso, o enoturismo. É isso que realmente dá sustentabilidade à propriedade. 

De 25 a 27 de junho acontece a Expovitis. Como será esse evento? 

Ronaldo Triacca: A Expovitis já é considerada a feira mais importante do vinho nacional. Ela é só de vinhos brasileiros. Ano passado, a segunda edição foi um sucesso. A Cabríssima estava expondo, inclusive. O brasileiro está adorando essa feira. Primeiro porque ela sai do Plano Piloto. A feira é no meio de uma praça com um lago,  um ambiente muito aconchegante neste frio. São mais de 100 vinícolas brasileiras, desde a Campanha Gaúcha até o Nordeste. Todas as vinícolas de Brasília estarão presentes. Os vinhos de inverno, que estão revolucionando o vinho brasileiro, e a viticultura tradicional também estarão lá. Não é só degustação de vinhos — a gente vai ter mais de 500 rótulos para serem degustados —, mas também muita gastronomia de alta qualidade e muitos produtos artesanais, como queijos, charcutaria, mel e azeites. 

Como o senhor avalia este momento do vinho nacional? 

Ronaldo Triacca: O vinho brasileiro está vivendo um momento histórico. Na maioria dos concursos internacionais, o Brasil tem se destacado e aumentado a participação. Participamos do Decanter World Wine, em Londres, o maior e mais conceituado concurso da bebida do mundo. Foram mais de 17 mil vinhos avaliados, tudo às cegas. O Brasil ganhou, neste ano, 221 medalhas. Quem teve maior relevância foram os vinhos de inverno, que são os que a gente produz aqui em Brasília e no Sudeste. Ele é produzido, de fato, no inverno, diferentemente da viticultura tradicional. O Brasil teve quatro ouros, três foram de vinhos de inverno. Em Brasília, ganhamos sete medalhas.

Neste ano, a Cabríssima não vai estar na Expovitis por um motivo. Qual é? 

Giovana Navarro Santana: Estaremos no concurso internacional Araxá International Cheese Awards. Ano passado, quando participei, havia 2.700 kg de queijo e 25 países participando. Ganhamos sete medalhas. Começamos em abril de 2024. Juntando todas as medalhas, temos 18 de ouro, sete de prata e cinco de bronze. Então, o que eu quero dizer é que produzimos vinhos, cafés e queijos de alta qualidade. Talvez o brasiliense não tenha noção do que temos de bom aqui. Por isso, é importante conhecer os produtos e os locais onde eles estão sendo produzidos.

*Estagiária sob supervisão de Eduardo Pinho


 

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