Trabalhadores do Distrito Federal deixaram o expediente mais cedo nesta segunda-feira (29/6) e correram para chegar em casa ou aos bares antes do apito inicial em Brasil x Japão. Pouco antes do jogo, cenário no Plano Piloto era de ruas mais vazias, trânsito tranquilo e paradas de ônibus sem passageiros ao longo do Eixo Monumental.
Em pontos como a parada do Pátio Brasil e a localizada em frente ao Brasília Shopping, grupos de cerca de 10 a 15 pessoas aguardavam pelo transporte coletivo aproximadamente uma hora antes do jogo. Enquanto isso, o fluxo de veículos já era bem menor do que o habitual para o horário na área central.
Muita gente optou por acompanhar a partida em bares. A assistente de organização escolar Maria Reis, de 31 anos, foi liberada do trabalho às 12h30 e seguiu de carona até a parada do Pátio Brasil, de onde pegaria um ônibus para o Boteco da Boa, na 201 Sul. No local, ela encontraria o namorado e amigos para assistir ao jogo e comemorar o aniversário de um deles.
Nem todos, porém, tiveram a mesma facilidade para chegar ao destino. A auxiliar Amanda Carlane, de 21 anos, aguardava havia mais de 30 minutos na parada da 506 Norte por um ônibus com destino ao Paranoá, onde assistiria à partida ao lado do marido e das filhas. No local, outras cinco pessoas também esperavam pelo coletivo. "Tenho certeza de que vou assistir ao começo do jogo dentro do ônibus", disse, em tom bem-humorado.
Amanda lembra que, na última partida da Seleção Brasileira, disputada na última quarta-feira (24/6), conseguiu chegar a tempo, apesar do trânsito intenso. Nesta segunda, foi liberada mais cedo, às 13h, na tentativa de evitar atrasos. Otimista, ela acredita em uma vitória do Brasil. "Vamos ganhar de 4 a 1", apostou.
Também na Asa Norte, a auxiliar administrativa Genoan Cardoso, 43 anos, aguardava o ônibus em frente ao Brasília Shopping para seguir até Valparaíso (GO). Apesar de ter deixado o trabalho às 13h — cerca de três horas antes do horário habitual, ela não tinha certeza de que chegaria antes do início da partida. "Vou assistir ao jogo com a minha filha, de 10 anos, e com as vizinhas. Tenho certeza de que o Brasil ganha, pelo menos por 2 a 1", afirmou.
Funcionária de uma loja de joias, Genoan disse que utiliza diariamente a mesma parada e percebeu a diferença no movimento. "Hoje está bem mais vazia do que o normal. Geralmente isso aqui fica lotado", contou.
