
O casal de influenciadores do Distrito Federal Lucas Lira, de 34 anos, e Bruna Sunaika, de 31, foi citado em ação movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra a plataforma de apostas Blaze e a influenciadora Virgínia Fonseca. O objetivo é aprofundar a investigação sobre a estratégia de divulgação adotada pela empresa nas redes sociais.
Na Ação Civil Pública (ACP), protocolada na quarta-feira (8/7), a 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) informa que requisitou à Blaze os contratos firmados com Virgínia Fonseca, Neymar Jr., Lucas Lira e Bruna Sunaika. O pedido faz parte da apuração sobre a forma como a plataforma utilizava influenciadores para promover as apostas.
Segundo o documento obtido pelo Correio, “para investigar a fundo essa estratégia de marketing e o uso do enquadramento ilusório de ‘renda extra’, a 1ª Prodecon requisitou à Blaze os contratos celebrados com Virginia Fonseca, Neymar Jr., Lucas Lira e Bruna Sunaika. A diligência aguarda cumprimento, mas a busca por amparo judicial não pode ser postergada, sob pena de continuar as práticas abusivas”.
Com mais de 8 milhões de seguidores no Instagram, Lucas e Bruna costumam compartilhar conteúdos sobre a rotina da família e vídeos de humor. Durante o período em que mantiveram parceria com a Blaze, o casal divulgou a plataforma de apostas de forma aberta nas redes sociais. Em algumas publicações, Lucas incentivava os seguidores a participar dos jogos, ao mesmo tempo em que fazia o alerta de que era preciso “ter consciência da hora de parar”. Atualmente, não há mais referências à Blaze nos perfis dos influenciadores.
Procurados pela reportagem por e-mail, o casal não retornou até a publicação desta matéria.
Ação contra Blaze e Virgínia
A ACP apresentada pelo MPDFT pede a responsabilização da Blaze e de Virgínia Fonseca por supostas práticas abusivas na publicidade de apostas esportivas. Além da suspensão desse tipo de divulgação, o Ministério Público requer a condenação solidária dos envolvidos ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
De acordo com a Prodecon, a plataforma utilizaria estratégias de marketing capazes de transmitir ao público a falsa impressão de que é possível obter ganhos fáceis ou garantidos, além de reduzir a percepção dos riscos inerentes às apostas. Para o órgão, a adoção de medidas urgentes é necessária porque esse conteúdo tem grande alcance nas redes sociais e pode atingir consumidores considerados hipervulneráveis.

Cidades DF
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