
A Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida recebe, na noite desta quinta-feira (9/7), centenas de fiéis para a Santa Missa presidida pelo cardeal Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília. A celebração integra a programação da histórica visita da Cappella Musicale Pontificia "Sistina" à capital federal e antecede o aguardado concerto do tradicional Coro da Capela Sistina, marcado para às 20h30. O templo está completamente tomado por fiéis, religiosos, autoridades e admiradores da música sacra, que acompanham a liturgia em um ambiente de oração e expectativa.
Presidida por Dom Paulo Cezar Costa, a celebração destaca a importância da comunhão da Igreja e da evangelização por meio da beleza da liturgia. A visita da Cappella Musicale Pontificia "Sistina" a Brasília também simboliza o fortalecimento das relações entre o Brasil e a Santa Sé, que completam 200 anos em 2026. Para o cardeal Dom Paulo Cezar Costa, a presença do tradicional Coro do Papa na capital federal representa "um momento maduro" dessa parceria histórica.
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"É uma relação bonita que o Brasil tem com a Santa Sé, que se expressa também na visita do coro, nesse momento bonito de fé e de cultura", afirmou. Segundo ele, o concerto também manifesta a comunhão entre a Igreja de Brasília e a Igreja de Roma. "Roma não somos nós que estamos indo até Roma. É Roma que vem até nós. Aquilo que eles cantam para o Papa, eles estão aqui também cantando para nós."
Dom Paulo destacou ainda que a apresentação ultrapassa o universo dos fiéis católicos e pode tocar qualquer pessoa por meio da arte. Para o cardeal, "a beleza atrai" e a música possui a capacidade de "elevar o espírito" e aproximar o ser humano de Deus. "Todo ser humano gosta do belo. A música tem essa capacidade de elevar o espírito e, elevando o espírito, faz com que contemplemos aquele que é a beleza eterna, que é o mistério de Deus", disse.
A presença da Cappella Musicale Pontificia "Sistina" confere um caráter especial à missa. Conhecido mundialmente como o Coro do Papa, o conjunto é responsável por cantar nas principais celebrações litúrgicas do Vaticano e visita o Brasil pela primeira vez em sua história. Os integrantes participam da celebração reforçando o vínculo entre a tradição musical da Igreja Católica e a própria liturgia, missão que o coro desempenha há mais de quinze séculos.
Ao longo da celebração, o ambiente da Catedral é marcado pelo recolhimento e pela solenidade. Os vitrais coloridos e a arquitetura projetada por Oscar Niemeyer ajudam a compor um cenário que une espiritualidade, arte e história. Entre os fiéis, a expectativa também cresce para o concerto que encerrará a programação da noite e permitirá ao público ouvir, ao vivo, um dos coros mais antigos e tradicionais do mundo.
Após a celebração eucarística, os preparativos serão concluídos para a apresentação da Cappella Musicale Pontificia "Sistina". O concerto promete conduzir o público por um repertório que atravessa mais de quinze séculos de música sacra, reunindo canto gregoriano, polifonia renascentista e obras de compositores que ajudaram a construir a tradição musical da Igreja Católica. A noite representa um momento histórico para Brasília, que recebe, pela primeira vez, uma das instituições musicais mais emblemáticas do Vaticano.

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