
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou, nesta quinta-feira (9/7), que respeita a decisão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) de desistir da disputa por uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. Em entrevista durante missa com a participação do Coro da Capela Sistina na Catedral Metropolitana de Brasília, ela classificou a saída da corrida eleitoral como uma escolha de caráter pessoal e disse que o momento deve ser encarado com respeito pelos aliados e adversários.
Celina afirmou que optou por não se manifestar imediatamente após o anúncio da desistência e destacou que a decisão cabe exclusivamente ao ex-governador. "Eu acho que foi uma escolha pessoal. Ontem eu nem me manifestei sobre a saída. Achei que é um momento dele fazer uma reflexão. E é uma decisão dele, pessoal. A gente respeita", declarou.
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A governadora também elogiou a gestão de Ibaneis à frente do Governo do Distrito Federal e afirmou que o trabalho desenvolvido por ele permanece como um legado para a capital. "Ele tem um trabalho para o Estado aqui no Distrito Federal. Eu acredito que isso é fato e notório", disse.
Sobre os próximos passos do MDB, Celina informou que participará de uma reunião com dirigentes da legenda para discutir o futuro do partido, mas evitou comentar possíveis nomes para substituí-lo na disputa ao Senado. "Acho que eles também devem falar com o próprio governador Ibaneis sobre o partido. Mas a ideia nossa é manter todo o grupo unido", afirmou. Questionada sobre quem poderá representar a sigla na eleição, respondeu que essa definição cabe ao MDB. "É muito ruim eu falar sobre outro partido que não seja o meu. Essa é uma decisão do próprio MDB."
A governadora também foi questionada sobre a possibilidade de a desistência estar relacionada ao desgaste provocado pelas investigações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Celina evitou fazer qualquer associação entre os fatos e disse que apenas o próprio Ibaneis conhece os motivos que o levaram a abrir mão da candidatura ao Senado.
"Seria muito leviano fazer qualquer tipo de avaliação sobre isso. Essa é uma decisão que coube a ele. Sempre quando você vai para uma eleição, você tem que estar preparado para isso. Se ele quer cuidar da vida pessoal dele, da família, a gente tem que respeitar isso", afirmou. "Qualquer que seja a motivação, as pessoas vão achar uma coisa ou outra. Mas eu acho que quem sabe a motivação verdadeira é só ele realmente", completou.

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