
Dois homens foram presos preventivamente por suspeita de envolvimento no homicídio qualificado de um jovem de 24 anos, ocorrido em julho de 2023, no Morro da Cruz, em São Sebastião. As prisões foram realizadas na manhã desta sexta-feira (10/7). Segundo as investigações, a vítima, que trabalhava como catador de recicláveis, foi encurralada e assassinada de forma violenta. O laudo pericial apontou que ele sofreu 40 facadas pelo corpo, principalmente nas regiões do crânio, pescoço e tórax.
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A investigação também concluiu que a vítima não teve qualquer possibilidade. Exames toxicológicos confirmaram que o jovem estava sob forte efeito de álcool, cocaína e maconha no momento do crime, condição que reduzia significativamente sua capacidade de reação e discernimento. Mesmo assim, foram identificadas diversas lesões de defesa nos braços e nas mãos, que indicam que o rapaz tentou reagir às agressões antes de morrer.
Durante a apuração, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) também identificou indícios de coação no decorrer do processo. Poucos dias após o homicídio, os suspeitos abordaram a principal testemunha ocular do caso e fizeram ameaças de morte, ao dizer que ela seria "o próximo" alvo caso relatasse à polícia o que havia presenciado. Ainda segundo a corporação, os investigados criaram álibis de forma premeditada na tentativa de desviar o foco das investigações.
Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Vara do Tribunal do Júri de São Sebastião e cumpridos simultaneamente nas primeiras horas da manhã desta sexta (10/7), nas residências dos investigados, localizadas no próprio Morro da Cruz.
Perfis
Um dos presos tem 25 anos, trabalha como garçom e, conforme a Polícia Civil, não tinha antecedentes penais registrados antes da investigação deste homicídio. O outro investigado, 26, desempregado, tem extenso histórico criminal por roubos e corrupção de menores, com condenações definitivas que somam 11 anos e seis meses de prisão. Segundo a PCDF, ele havia obtido progressão para o regime domiciliar em 22 de junho deste ano, menos de um mês antes de voltar a ser preso.
Com a prisão dos dois investigados, a Polícia Civil informou que a medida busca preservar a integridade das testemunhas, garantir a ordem pública e concluir a instrução do procedimento. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para o início da ação penal perante o Tribunal do Júri de São Sebastião.
As prisões foram realizadas durante a operação Lábris, feita pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP). O nome faz referência ao termo grego lábris, que significa machado de lâmina dupla, objeto que teria motivado desavenças anteriores entre a vítima e os investigados.

Cidades DF
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