CRIME VIRTUAL

Dupla é investigada por criar e divulgar pornografia falsa com uso de IA

Vídeos e imagens produzidos por meio da tecnologia deepfake usavam rostos de funcionárias de uma empresa do DF e foram compartilhados por e-mails corporativos e plataforma de conteúdo adulto

PCDF realiza operação contra deepfake -  (crédito: PCDF/Divulgação)
PCDF realiza operação contra deepfake - (crédito: PCDF/Divulgação)

Dupla de ex-funcionários de uma empresa privada do Distrito Federal são investigados por criar e divulgar vídeos e fotografias de conteúdo pornográfico falso com uso de inteligência artificial. Segundo as investigações, os suspeitos teriam usado a tecnologia conhecida como deepfake para inserir os rostos de funcionárias da mesma empresa em conteúdos sexuais.

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Na manhã desta sexta-feira (10/7), a Polícia Civil (PCDF), por meio da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), realizou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão para investigar a prática do crime de divulgação de cena de sexo ou pornografia mediante montagem, previsto no artigo 218-C, § 1º, do Código Penal.

As apurações tiveram início após denúncias de que diversas funcionárias da empresa tiveram suas imagens utilizadas na produção dos vídeos e fotografias falsificados, por meio da tecnologia deepfake, que emprega inteligência artificial para inserir rostos de pessoas reais em conteúdos manipulados. O material ilícito foi compartilhado por e-mails corporativos e publicado em uma plataforma de conteúdo adulto, o que causou exposição e constrangimento às vítimas.

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Segundo a PCDF, a análise de dados cadastrais e a perícia realizada em discos rígidos fornecidos pela empresa permitiram reunir inúmeros indícios de autoria contra os dois ex-funcionários. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas regiões administrativas do Gama e do Paranoá, onde foram apreendidos aparelhos celulares e computadores.

A Polícia Civil destaca que a criação e a divulgação de conteúdo íntimo falso por meio de inteligência artificial configuram crime de elevada gravidade, com pena de reclusão de quatro a dez anos, além da pena correspondente à violência eventualmente praticada, conforme previsto no Código Penal. As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos.

  • PCDF realiza operação contra deepfake
    PCDF realiza operação contra deepfake PCDF/Divulgação
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    PCDF realiza operação contra deepfake PCDF/Divulgação
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    PCDF realiza operação contra deepfake PCDF/Divulgação
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DC
postado em 10/07/2026 08:47
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