
O colorido das fantasias, a música e o riso tomaram conta do Parque da Cidade na tarde de domingo, marcando o início da 24ª edição do Sesc Festclown. O cortejo artístico, realizado como parte da programação do Festival de Inverno do Sesc-DF, reuniu artistas circenses, músicos, famílias e curiosos em uma caminhada entre a Nicolândia e o estacionamento 11. A apresentação deu o pontapé para uma agenda que segue até 2 de agosto, com mais de 50 atrações nacionais e internacionais espalhadas por diferentes regiões do Distrito Federal.
Ao longo de oito dias, o público poderá acompanhar espetáculos de teatro, mágica, ilusionismo, malabarismo e palhaçaria, além de oficinas. A programação inclui também intervenções urbanas, ações em escolas e visitas a hospitais. As apresentações ocorrerão em unidades do Sesc, teatros, escolas e espaços públicos, com artistas do Brasil, Argentina e Bélgica.
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Segundo o analista de Cultura do Sesc-DF, Ivaldo Gadelha, a longevidade do evento é um dos principais diferenciais do festival, considerado um dos mais importantes do país dedicados à arte da palhaçaria. "Essa é a 24ª edição do festival, talvez um dos mais longevos, prósperos e bem-sucedidos projetos de valorização, fomento e divulgação da arte da palhaçaria no Brasil. É um projeto pioneiro. Depois do Sesc Festclown, diversos outros projetos parecidos foram implantados no país", afirma.
Entre as novidades deste ano, está a instalação de uma lona de circo em frente ao Sesc Cultural, na 511 Norte, onde será concentrada parte da programação. A abertura oficial do festival ocorre na próxima quinta-feira, dia 30 de julho, às 20h, no local, com apresentações do mágico e ilusionista argentino Gustavo Raley, espetáculo de fogo, números aéreos e o tradicional Globo da Morte.
Outra novidade é a criação do projeto Semáforo Clown, que levará apresentações de artistas circenses para cruzamentos movimentados da capital, nos dias 29 e 30 de julho. "Estamos aproveitando artistas que já trabalham nos semáforos e incorporando oficialmente esses profissionais à programação do Festclown", explica Gadelha.
Ele destaca ainda que o evento ampliou as atividades. "De três anos para cá, o Festclown deixou de ser apenas um projeto de palhaçaria e passou a ser um festival internacional de circo. Hoje incluímos mágica, equilibrismo, contorcionismo e atividades aéreas."
Famílias reunidas
Quem passou pelo Parque da Cidade encontrou um desfile repleto de personagens, pernas de pau, fanfarra e performances que encantaram crianças e adultos. A social media Ana Luisa Aguiar, 28 anos, levou filha Olga Marinho, de 1 ano e 10 meses, após descobrir o evento pelas redes sociais do Sesc. "Eu vi que ia ter esse rolê de palhaços. Ela está muito na fase de palhaço, então achei que seria legal trazer. A gente veio por causa do cortejo e depois vai assistir ao show do Amaro Freitas."
A empresária Gabriela Larissa, 25, também compareceu ao evento com o marido, Daniel, e as filhas Lívia, 4 anos, Alice, 2, e Aurora, 1. A família chegou cedo para acompanhar o desfile. "Muito legal, incrível. Vi o evento no Instagram e a gente veio justamente para o cortejo. As meninas gostaram muito dos palhaços e das músicas", diz.
A motorista de aplicativo Yara Ventura, 26, viveu uma experiência diferente acompanhada da filha, Any Raquel, 6, e a cadela Nina, de apenas seis meses. Moradora de Cuiabá, ela passeava pelo Parque da Cidade quando encontrou, por acaso, o cortejo. "Eu não sabia que teria o evento. Vim passear no parque e acabei encontrando. Minha filha está gostando demais."
O empresário José Diego de Santana Ribeiro, 40, e a advogada Sabrina Menezes, 38, souberam da programação e levaram o filho Caetano Menezes Ribeiro, de 1 ano e 7 meses. "Estamos gostando muito. Acho que o que ele mais gosta é de ver outras crianças felizes", celebrou Diego.
Para todas as idades
Logo após o cortejo, a artista brasiliense Lelê Marins apresentou o espetáculo Parabólica Show, solo de palhaçaria que percorre o país a bordo de uma Kombi. "Foi muito legal. É um enorme prazer apresentar aqui em Brasília. O cortejo trouxe o público todo animado, com música e muitos palhaços, então foi incrível", celebra.
Lelê, que também será mestre de cerimônias da lona instalada na 511 Norte, ressalta a importância do festival para a cena circense local. "O Festclown é o maior evento de circo de Brasília e, há mais de 20 anos, traz espetáculos de fora e prestigia os artistas locais. O riso é uma forma de resistência e também um momento para relaxarmos e voltarmos melhores para casa."
Além das atrações da capital, o festival receberá grupos da Argentina, Bélgica, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, com apresentações distribuídas entre o Teatro Sesc Silvio Barbato, Teatro Sesc Ary Barroso, Sesc Cultural, Sesc Ceilândia, Sesc Gama, Sesc Taguatinga Norte e Planaltina. A programação completa é gratuita ou possui ingressos populares e se estende até o dia 2 de agosto.

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