O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou Lauanny Faria Braier Borges, namorada de Pedro Arthur Turra Basso, e a mãe dela, Moara Guimarães Faria, pelo crime de coação no curso do processo. Segundo a acusação, elas tentaram constranger uma testemunha para que desistisse da denúncia apresentada contra o ex-piloto.
A vítima é uma ex-amiga de Pedro Turra. Depois que o caso envolvendo a morte do adolescente Rodrigo Castanheira ganhou repercussão, ela procurou a polícia e afirmou ter sido submetida a episódios de tortura. Entre os relatos, disse que foi obrigada pelo ex-piloto a ingerir bebida alcoólica.
Pedro Turra está preso preventivamente desde janeiro e é réu pela morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos. A audiência de instrução do processo foi adiada, e a Justiça ainda decidirá se ele será submetido a júri popular.
De acordo com a denúncia, Lauanny e Moara passaram a enviar mensagens para a jovem e para a mãe dela exigindo a retirada da queixa. O MP afirma que elas ameaçaram divulgar vídeos íntimos da vítima, incluindo uma gravação feita sem autorização quando ela tinha 12 anos.
A investigação aponta que as denunciadas enviaram vídeos da jovem consumindo bebida alcoólica acompanhados de mensagens em tom intimidatório. Em seguida, teriam utilizado a função de apagar para todos do WhatsApp para eliminar os registros das conversas.
Mesmo após as ameaças, a denúncia foi mantida. Segundo o MP, posteriormente Lauanny e Moara passaram a publicar conteúdos nas redes sociais para atacar a credibilidade da vítima. As postagens continham ofensas, a chamavam de “alcoólatra” e exibiam uma imagem manipulada para sugerir uma proximidade entre ela e Pedro Turra.
Ao apresentar a denúncia, o Ministério Público afirmou haver elementos suficientes para a abertura da ação penal. O órgão também pediu que, em caso de condenação, as duas paguem indenização mínima de R$ 5 mil à vítima.
Além desse processo, Lauanny e Moara continuam sendo investigadas por stalking e estão proibidas de fazer qualquer menção, direta ou indireta, à testemunha, sob pena de prisão. Elas ainda podem responder por ameaça, injúria, calúnia, difamação e crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo apuração, outros inquéritos relacionados ao caso seguem em andamento.
A reportagem procurou a defesa de Lauanny Faria Braier Borges e de Moara Guimarães Faria, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para um posicionamento.
