SAÚDE PÚBLICA

'Equipe do HRSam é altamente capacitada', afirma secretário após mortes de gestantes

Juracy Cavalcante afirmou que população não deve temer atendimento nos hospitais da rede pública e garante preparo dos profissionais

Após a repercussão das mortes de duas gestantes no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, fez um apelo para reforçar a confiança da população no atendimento da rede pública. Segundo ele, apesar dos casos registrados recentemente, a unidade conta com uma equipe médica qualificada e preparada para atender com segurança.

O secretário destacou que o hospital dispõe de profissionais experientes e capacitados e ressaltou que o trabalho realizado pela equipe demonstra o nível técnico dos atendimentos prestados. Cavalcante também buscou tranquilizar os usuários do sistema de saúde, afirmando que não há motivo para receio ao procurar atendimento na unidade.

“Temos uma equipe médica de excelência, que está aí para atender, principalmente no Hospital Regional de Samambaia. Temos uma equipe altamente capacitada e pronta para melhor atendê-los”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio às investigações sobre os dois óbitos registrados na unidade, que seguem sob apuração. Maria Graciane Andrade Alves, de 36 anos, morreu em 10/7, durante o trabalho de parto no Hospital Regional de Samambaia, após dar entrada na unidade com 41 semanas de gestação. Segundo a família, ela relatou que não tinha condições de realizar parto normal, mas o procedimento foi mantido por várias horas. O quadro evoluiu para uma hemorragia grave, retirada do útero e sucessivas paradas cardiorrespiratórias, culminando na morte na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A filha sobreviveu ao parto, em estado grave.

Três dias depois, Maria Aparecida Caldino dos Santos, de 25 anos, também morreu durante o trabalho de parto no mesmo hospital. De acordo com familiares, ela desejava ser submetida a uma cesariana, mas teria sido conduzida a um parto normal, apesar de estar sem forças para continuar o procedimento. A família afirma que houve demora na intervenção da equipe médica quando a bebê apresentou sinais de sofrimento. A criança sobreviveu e está sob os cuidados dos familiares.

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