
A morte da bebê Maria Vitória de Sousa Machado, de 5 meses, durante uma transferência entre hospitais da rede pública está sendo investigada pela Secretaria de Saúde, que apura possível falha no transporte e não descarta a rescisão do contrato com a empresa responsável. O caso ocorreu no último dia 6 de julho e envolve a suspeita de uma extubação acidental durante a mudança de leito da ambulância que levava a criança do Hospital Regional de Planaltina (HRPl) ao Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB).
Segundo o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, a criança era prematura, havia ficado internada por cerca de dois meses após o nascimento e recebeu alta com necessidade de oxigênio domiciliar. Após a alta, ela apresentou um quadro de síndrome viral e deu entrada no Hospital Regional de Planaltina com suspeita de bronquiolite. “Ela foi transferida para a UTI no mesmo dia, e há relato de extubação acidental durante o transporte, o que está sendo apurado de forma rigorosa”, afirmou.
O chefe da pasta informou que instaurou uma apuração interna com base no chamado Protocolo de Londres, utilizado para revisar possíveis falhas em atendimentos. Segundo Juracy Cavalcante, o caso ganha maior complexidade por envolver uma empresa terceirizada responsável pelo transporte em UTI móvel, que atua há cerca de dois a três anos na rede pública.
“O que estamos apurando é se houve alguma inconsistência ou imperícia durante esse transporte”, afirmou. “Caso seja confirmada alguma irregularidade, estamos avaliando a possibilidade de rescisão contratual”, completou o secretário. Juracy Cavalcante garantiu que a apuração será conduzida com rigor para esclarecer responsabilidades e evitar novos casos.

Cidades DF
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