Um homem de 41 anos, investigado por disseminar mensagens de ódio em redes sociais contra mulheres, negros e nordestinos, teve celulares e computadores apreendidos em Ceilândia, nesta quinta-feira (16/7), para a apuração das denúncias. Na delegacia, ele admitiu "não gostar de negros e de nordestinos".
Segundo a polícia, o suspeito utilizava redes sociais para divulgar e reproduzir conteúdos discriminatórios e ofensivos. Essas publicações, de acordo com a investigação, apresenta indícios de crimes como racismo e injúria racial.
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As investigações conduzidas pela 8ª DP (Estrutural) identificaram que o homem utilizava a etnia e a região de onde os seus alvos vieram para ofendê-las. Além desses crimes, ele possui outras passagens pela polícia. “Ele tem ocorrências e está envolvido em atendimento em diversas delegacias do DF. Na ficha dele, consta desacato, calúnia e denúncias no contexto da Lei Maria da Penha”, afirmou Bruna Eiras, delegada responsável pelo caso.
Durante a operação, mandados de busca e apreensão foram cumpridos para apreender aparelhos celulares, computadores e outros dispositivos que podem ter sido utilizados pelo suspeito para cometer os crimes. O material passará por uma análise pericial para identificar perfis vinculados à conta principal, conversas privadas e em grupos, além de canais de mensagens, arquivos e contatos de outras pessoas que possam estabelecer uma conexão com outros usuários ou comunidades virtuais que espalham ódio na internet.
"Ele foi levado à delegacia para ser ouvido no inquérito policial e confirmou as ofensas e os discursos (de ódio)", explicou Bruna. Após ser ouvido, o homem foi liberado. As investigações continuam. O homem responderá pelos crimes de injúria racial e racismo, cujas penas podem chegar a cinco anos de reclusão.
