
Os acusados de matar e esquartejar Sidnei Martins de Oliveira, de 56 anos, vão a júri popular nesta terça-feira (4/8). Os réus são Gerson de Sousa Basílio e Augusto Cesar Nunes Romano. O crime aconteceu na madrugada de 4 de abril de 2025, no prédio onde Augusto morava, no Riacho Fundo. O corpo da vítima foi encontrado em duas partes, dentro de caixas em um contêiner.
Sidnei era uma pessoa em situação de vulnerabilidade e morava na rua. No dia do crime, os três homens começaram a ingerir bebidas alcoólicas perto do shopping Riacho Mall. De lá, foram até a residência de Augusto. Segundo os investigadores da 29ª Delegacia de Polícia, antes do assassinato, Augusto e Sidnei discutiram dentro do apartamento depois que a vítima teria sugerido fazer sexo oral no homem. Naquele momento, o autor ficou enraivecido e o atacou.
De acordo com o delegado Johnson Kenedy, Gerson foi o responsável por desferir golpes na vítima com uma tesoura. “O Gerson teria se aproveitado disso para se vingar de Sidnei. O autor alegava que ele havia tido um caso com a ex-mulher de Gerson e, por isso, participou do crime.” Os criminosos perceberam que não conseguiriam carregar o corpo da vítima e então o partiram ao meio.
Moradores do próprio edifício negaram ter escutado qualquer barulho estranho, de gritos ou pedidos por socorro. O corpo de Sidnei foi encontrado em uma lixeira, na QN 7 do Riacho Fundo 1, na tarde de 4 de abril. Horas depois, a polícia identificou os suspeitos. Augusto não possuía passagens criminais e estava escondido na casa de uma ex-namorada. Gerson, no entanto, possuía cinco antecedentes: dois por homicídio e três por violência doméstica, e foi preso em sua própria casa, no Riacho Fundo 1.

Cidades DF
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