OPERAÇÃO

PCDF prende grupo que fraudava contas de energia em condomínios no DF

Os golpistas receberam transferências via PIX por meses dos condôminos. O golpe só foi descoberto quando o residencial recebeu uma notificação de que as dívidas não foram quitadas

Polícia cumpre mandados contra fraude milionária em faturas de energia no DF -  (crédito: Divulgação/PCDF)
Polícia cumpre mandados contra fraude milionária em faturas de energia no DF - (crédito: Divulgação/PCDF)

Uma organização criminosa suspeita de fraudar faturas de energia elétrica e lavar dinheiro é alvo de uma operação da Polícia Civil (PCDF) na manhã desta terça-feira (11/8). Mais de 100 policiais cumprem cinco mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão no DF e em Goiás.

A ofensiva é coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco/Decor).

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Em maio de 2024, gestores de um condomínio residencial do Lago Norte comunicou à Polícia Civil sobre um possível golpe aplicado por um homem que se dizia detentor de créditos junto à concessionária de energia elétrica. Aos condôminos, o suspeito oferecia o pagamento de faturas em atraso mediante deságio.

Os golpistas receberam transferências via PIX por meses. O golpe só foi descoberto quando o residencial recebeu uma notificação de que as dívidas supostamente quitadas continuavam em aberto. O prejuízo chegou a mais de R$ 345 mil.

A investigação identificou que o intermediário repassava a maior parte dos valores recebidos das vítimas a dois articuladores de São Sebastião. Eles teriam usado informações falsas e inserido dados fraudulentos no sistema interno da concessionária para simular a quitação das contas.

A Polícia Civil também identificou outras vítimas de fraudes semelhantes e mapeou uma movimentação financeira total, entre pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, superior a R$ 10 milhões.

Nesta operação, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 1 milhão em contas e ativos financeiros dos investigados e apreendeu celulares, computadores, documentos e demais elementos de prova.

  • Google Discover Icon
postado em 11/08/2026 06:43
x