
Em outro trecho da sabatina promovida pelo Correio, o candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PT) abordou propostas para a preservação do patrimônio histórico, investimentos no setor cultural e a situação financeira do Banco de Brasília (BRB). Durante a sabatina promovida pelo jornal, o postulante defendeu que o crescimento econômico e a preservação urbana devem caminhar juntos e fez duras críticas à atual gestão do DF.
Questionado pela jornalista Carmen Souza sobre como conciliar desenvolvimento e preservação em uma cidade declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, Grass defendeu o uso do patrimônio arquitetônico como um vetor econômico. O candidato ressaltou que a cultura deve ser tratada como pilar de desenvolvimento para a capital.
"Cultura não é qualquer coisa. Cultura é desenvolvimento, oportunidade, emprego, renda. Dá a chance da gente também se sentir parte de algo maior", declarou Leandro Grass, criticando atrasos no Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e propondo a criação de uma fundação própria para gerir a política de patrimônio do DF, visando alavancar o turismo.
Na sequência, ao tratar da restauração do Teatro Nacional Claudio Santoro, Grass relembrou as tentativas de interlocução com a administração local no início do governo federal para viabilizar investimentos na obra. "Procuramos o GDF logo no começo do governo do presidente Lula para oferecer uma parceria para investimentos via lei Rouanet, via patrocínio direto para a recuperação do Teatro Nacional. O que disse o governador da época? 'Não quero, não topo, não estou afim'", relatou o candidato.
BRB
Ao responder à pergunta do jornalista Carlos Alexandre de Souza a respeito do futuro do BRB, Grass adotou um tom incisivo sobre a gestão da instituição financeira e cobrou a divulgação auditada dos balanços do banco. "O primeiro passo para recuperar o BRB é transparência radical absoluta, integridade e credibilidade. Aí nós temos que olhar quais são as possibilidades", afirmou.
O candidato classificou a situação como um grave escândalo de gestão pública e defendeu a auditoria completa das contas para proteger os empregos dos bancários e garantir o financiamento de setores produtivos locais, como o comércio, a construção civil e a agricultura.
Grass também destacou que a falta de divulgação de dados auditados compromete a negociação de saídas fiscais e coloca em risco o papel estratégico do banco no fomento ao Distrito Federal. "Esse dinheiro era do banco da cidade, era do povo do Distrito Federal. Era para financiar o setor imobiliário, a construção civil, o comércio, o turismo e a agricultura", enfatizou.

Cidades DF
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