Distrito Federal

Celina diz que irá enfrentar o problema da população em situação de rua

Governadora defendeu acolhimento e assistência a pessoas em situação de rua, mas afirmou que é preciso "ter coragem e sensibilidade" para proteger os moradores do DF

Segundo Celina, o tema precisa ser tratado com dignidade, mas também exige medidas para proteger os moradores -  (crédito: Reprodução/Redes sociais)
Segundo Celina, o tema precisa ser tratado com dignidade, mas também exige medidas para proteger os moradores - (crédito: Reprodução/Redes sociais)

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta terça-feira (11/8) que o governo não permitirá que a ocupação de espaços públicos, o uso de drogas e situações de perturbação da ordem permaneçam sem resposta. Em vídeo publicado nas redes sociais, Celina defendeu a internação involuntária humanizada e disse que é preciso agir com “coragem” para enfrentar o problema, sem abrir mão da assistência social e do atendimento de saúde às pessoas em situação de rua. Veja:

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Segundo Celina, o tema precisa ser tratado com dignidade, mas também exige medidas para proteger os moradores que convivem diariamente com problemas relacionados à população em situação de rua. “Tem que ter coragem para enfrentar esse tema, com a dignidade que merece, mas também protegendo a população, que se sente refém dessa situação todos os dias, na porta de casa”, declarou.

A governadora afirmou que, diante desse cenário, encaminhou à Câmara Legislativa uma proposta para regulamentar a internação involuntária humanizada. A medida, segundo a governadora, faz parte de uma estratégia que deve combinar assistência às pessoas em situação de rua com ações de proteção à população.

“Precisamos dar todo o atendimento e acolhimento para essas pessoas que estão em situação de rua, mas não podemos deixar a nossa cidade ser sitiada com barracas, tendo crianças, às vezes, largadas ao relento e pessoas usando droga debaixo dos blocos, sem que a gente tome alguma iniciativa”, afirmou.


Ordem pública

Na sequência, ela criticou o que considera uma inversão na forma como o debate vem sendo conduzido. “É como se a lógica tivesse invertido. Como se a população inteira do Distrito Federal estivesse confortável com a situação que está acontecendo. Vamos continuar enfrentando esse tema com dignidade das pessoas que estão em situação de rua, oferecendo assistência social, atendimento à saúde, acolhimento, e encaminhamento deles de volta ao local de origem”, afirmou.

Celina disse que o atendimento à população em situação de rua deve ser feito de forma integrada entre diferentes áreas do governo. “Às pessoas que estão em situação de rua serão oferecidas toda assistência, porque nós estamos trabalhando em rede. Mas no caso das pessoas que estão usando droga, perturbando a paz social, tem, inclusive, previsão legal para fazer essas abordagens. Não vamos permitir, nós vamos proteger a população”, declarou.


Casos recentes

A publicação de Celina ocorre após dois episódios recentes envolvendo pessoas em situação de rua e moradores do Plano Piloto. Na madrugada desta terça-feira (11/8), um homem armado com um facão invadiu um bloco residencial da SQS 302, na Asa Sul, e fez uma idosa de 95 anos refém. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), os agentes atiraram contra o homem durante a tentativa de retirar a vítima dos braços dele. O suspeito foi atingido, recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros, mas morreu ainda no local.

No vídeo publicado nesta terça, Celina citou diretamente o episódio ao parabenizar a PMDF pela atuação. “Eu queria aproveitar a oportunidade para parabenizar a Polícia Militar, que nessa noite conseguiu poupar a vida de uma senhora idosa que foi mantida refém em uma situação como essa que nós estamos vendo todos os dias”, afirmou.

A manifestação também ocorre poucos dias após outro episódio de violência registrado na Asa Norte. Na madrugada de sexta-feira (7/8), o zelador Vanderlei Souza Lima foi espancado nas proximidades da CLN 314, Bloco A, após um desentendimento com um homem em situação de rua. Segundo relatos de moradores, o agressor, identificado como Alexandre da Trindade Leite, conhecido como "Sapão", teria usado um pedaço de madeira para atingir diversas vezes a cabeça do trabalhador. O agressor foi preso no dia seguinte ao crime.

Vanderlei foi socorrido e levado ao Hospital de Base, onde deu entrada convulsionando, com graves contusões na cabeça e traumatismo cranioencefálico (TCE). Moradores relataram que o possível motivo da agressão estaria relacionado a conflitos anteriores entre o zelador e pessoas em situação de rua que permaneciam na região. Segundo esses relatos, ele costumava pedir que elas deixassem o local por causa do barulho.

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postado em 11/08/2026 17:34
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