
A família de Vanderlei Souza Lima, zelador que foi espancado na Asa Norte, está “aliviada, mas não muito confiante” após a prisão do suspeito pela tentativa de homicídio, segundo o cunhado Jonathan Reis. A captura ocorreu na noite deste sábado (8/8), nas imediações da quadra 601, durante as ações da Operação Kratos, conduzida por equipes do 3º Batalhão, após a representação de mandado de prisão preventiva elaborado pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte).
Ao Correio, Jonathan afirmou que, mesmo com a prisão, “só quem perde é a vítima”. “Sabemos que, infelizmente, não há justiça nesse país”, declarou o familiar de Vanderlei. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito é Alexandre da Trindade Leite, conhecido como Sapão.
Ainda de acordo com Jonathan, Vanderlei continua em estado grave e entubado. Segundo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), o paciente foi submetido a um procedimento neurocirúrgico e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Trauma.
Em nota, o instituto informou que o zelador está sendo acompanhado por uma equipe multiprofissional. O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) e é investigado pela Polícia Civil (PCDF).
O caso
Por volta das 3h30 desta sexta (7), Vanderlei sofreu uma tentativa de homicídio nas proximidades da CLN 314, bloco A. O zelador foi espancado após um desentendimento com um homem em situação de rua, que o agrediu na região da cabeça múltiplas vezes com um pedaço de pau.
No local, Vanderlei foi atendido por uma equipe de resgate e encaminhado para o Hospital de Base. O zelador deu entrada na unidade hospitalar convulsionando, com graves contusões na cabeça e diagnóstico de traumatismo cranioencefálico (TCE).
Moradores da área relatam que a possível motivação do crime estaria relacionada a uma vingança, uma vez que o zelador repreendia as pessoas em situação de rua no local e demandava que se retirassem de lá em razão do barulho que causavam.
Um segurança da área comercial informou que o possível autor dos fatos tinha aproximadamente 1,70m de altura, pele parda, trajava jaqueta camuflada do exército, calça jeans e sandália. Ele relata que tentou perseguir o agressor, mas não conseguiu alcançá-lo. Até o momento, ele ainda não foi identificado.
A PMDF segue na apuração do caso, que foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). Segundo a Polícia Civil (PCDF), "até o momento, não há novas atualizações. As investigações seguem em andamento".
Saiba Mais

Cidades DF
Cidades DF
Cidades DF