
Candidato ao Governo do Distrito Federal pelo partido Agir, o jornalista e especialista em marketing político Elisson Ferreira, de 37 anos, faz sua estreia na corrida eleitoral. Nascido em Taguatinga, ele afirma que seu governo será baseado na nova geração. Durante a sabatina do Correio, realizada ontem, ele destacou que seu plano de gestão pretende encabeçar projetos para o centenário de Brasília, não se restringindo a apenas quatro anos de mandato. "Vemos muitos políticos que possuem vícios (de gestão) e queremos mudar isso. Queremos entregar soluções que o acompanhem a cidade por 10 a 30 anos ", disse.
Leia a cobertura completa da sabatina
- Celina Leão: "Resolver problemas com responsabilidade"
- José Roberto Arruda (PSD): "Volto para resgatar Brasília"
- Samara Mineiro (UP): educação é uma das prioridades
- Leandro Grass (PT): "Desataremos o nó do Centrad"
- Robson Raymundo (PSTU): conselho gestor para orçamento
- Ricardo Cappelli (PSB): "Choque de ordem na gestão"
- Paula Belmonte (PSDB): "Por um governo participativo"
- Expedito Mendonça (PCO): estatizações e ruptura com o sistema
- Rico Pinheiro (PRTB): "O transporte público precisa de solução"
- Kiko Caputo (Novo): "Privatização não é um tabu"
Uma das principais medidas que o candidato promete em sua gestão é "um governo de vidro, ou seja, 100% transparente". Segundo Elisson, se eleito, irá proporcionar mais transparência dos recursos do poder público ao povo. "Porque a população não pode saber sobre dados de investimento? Foi ela que contribuiu através dos impostos e isso precisa ser de conhecimento público", afirmou.
A ideia de Ferreira é distribuir telões que mostrem dados de investimentos e gastos do governo em pontos estratégicos, como a Rodoviária do Plano Piloto, para que a população consiga ver de forma mais fácil para onde estão indo os tributos pagos.
Embora o GDF possua ferramentas de transparência — como o Portal da Transparência, onde a população já consegue consultar além de investimentos, salários e verbas repassadas e os salários dos políticos que atuam em Brasília —, o candidato argumentou que a ideia é garantir que essas informações também alcancem a população do mesmo jeito que as propagandas governamentais fazem. "Sabemos que a população não tem a ciência de pesquisar quem são os secretários, quem é o responsável por determinada área. Na minha visão, esses telões vão permitir que a população saiba quem são os responsáveis e como podem cobrar melhor o governo", explicou.
Um dos principais assuntos que pautam as eleições de 2026, o Banco de Brasília (BRB) também foi debatido com Elisson durante a sabatina. Em a tantas polêmicas envolvendo a saúde financeira do banco, ele alega que o principal objetivo é determinar o real tamanho do rombo que assombra as contas do banco. "Precisamos determinar exatamente qual é esse valor", disse.
O jornalista reconhece que a auditoria não vai recuperar a saúde financeira do banco por si só, mas entende que é um passo importante para determinar os próximos passos. Além do diagnóstico do BRB, ele também afirma que é fundamental ir atrás do dinheiro perdido. "Para onde todo esse dinheiro foi?", comentou.
Elisson sugere uma medida que ele define como "devolver o caráter regional" do BRB. Para o candidato, patrocínios de times de futebol, eventos esportivos fora de Brasília e agências e funcionários em outros estados são "gastos que têm que ser cortados". "O BRB não é um patrimônio privado, é um banco da população, para fomentar o empreendedorismo local. Permitir que o comerciante ambulante consiga crescer e abrir a sua loja e construir o seu próprio negócio", pontuou.
A escolha do subtenente da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Sérgio Prado como vice de sua chapa, segundo Elisson, foi feita "pelo grau técnico e pela total confiança". O candidato explicou que Prado não será o secretário de segurança pública, mas terá um papel fundamental na área. "O nosso plano de governo é baseado em 100 dias, em um ano e em quatro anos. Nos primeiros 100 dias de governo, ele irá resolver esse setor fazendo a integração entre as polícias (PCDF e PMDF)", avisou.
Mesmo com parceria com um policial militar, o candidato prometeu que "as polícias serão da população" e que "ninguém poderá ser protagonista político dentro das corporações". Elisson Ferreira comenta que a decisão foi tomada para evitar que brigas entre as forças de segurança e episódios semelhantes ao 8 de Janeiro de 2023. "Não dá mais para acontecer essa briga interna e politizada. Brasília, a capital do Brasil, precisa ser um espelho para as forças de segurança de outros estados", pontuou.
Para a educação e a saúde, ele afirma que irá dar protagonismo aos concursos públicos. Ele comenta que o uso de professores temporários tem que ser exclusivo em eventualidades. Sobre a saúde, Ferreira alega que não é apenas contratar mais médicos, e sim, fazer um estudo aprofundado de toda a ferramenta. A prioridade no primeiro dia de governo é garantir o atendimento nos hospitais públicos.

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