
O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) defendeu a modernização dos serviços públicos por meio da tecnologia e prometeu substituir o atual sistema Educa-DF, utilizado pela rede pública de ensino. Durante sabatina no 6º Encontro Nacional de Lideranças, Grass afirmou que a plataforma aumentou a burocracia e gerou retrabalho nas escolas. Professor, o candidato disse conhecer as dificuldades enfrentadas pelos servidores. “Eu tava aqui pensando e lembrando da minha experiência também como servidor, professor de educação básica, e dessa burocracia absurda que a gente gasta tempo tendo que cumprir ou fazer alguma coisa”, afirmou.
Segundo Grass, o atual sistema provoca perda de dados e repetição de tarefas. “Nós vamos acabar com esse Educa-DF do jeito que é hoje e instituir um novo sistema na Secretaria de Educação”, declarou. O candidato defendeu o uso de ferramentas tecnológicas para melhorar o processo de aprendizagem, sem limitar a modernização à compra e distribuição de equipamentos. “A gente quer o professor bem formado, com a tecnologia na mão para ele fazer o melhor trabalho que ele puder. Não tô falando de comprar tablet, computador e distribuir na mão de todo mundo. A gente tá falando de usar as ferramentas tecnológicas para valer”, disse.
Na saúde, Grass propôs a unificação dos sistemas e o uso da tecnologia para facilitar o acesso de pacientes e profissionais aos serviços. Entre as medidas, citou a possibilidade de agendamento pela internet e a criação de um painel para acompanhar a realização de cirurgias e exames. “A gente pode ter sistemas unificados, a gente pode ter uma tecnologia a serviço do profissional e do usuário, principalmente, com agendamento online, com previsibilidade”, disse. “A gente vai instituir um painel da cirurgia, do exame, para as pessoas saberem como é que tá andando a fila delas, em que lugar da fila elas estão.”
Na segurança pública, o candidato afirmou que o sistema de monitoramento DF 360 precisa ser acompanhado de protocolos de atuação para que as imagens e informações captadas resultem em respostas efetivas. Grass criticou o que considera falta de integração entre monitoramento e intervenção. “Realmente ele gira, não sai do lugar, porque não tem protocolo de intervenção, ele não tem protocolo de atuação. A pessoa é roubada, ninguém consegue saber o que fazer. Então, tem que ter protocolo”, declarou.
Outra proposta apresentada pelo candidato foi a implantação do teletrabalho no serviço público do Distrito Federal, com acompanhamento de desempenho, metas e avaliações. Grass afirmou que participou da implementação do modelo na administração federal e defendeu a adoção de uma estrutura semelhante no GDF. “O teletrabalho que a gente implementou em nível federal foi um sucesso, com gestão por desempenho, com metas, com avaliação permanente”, afirmou.
Ao falar sobre a modernização da administração, Grass defendeu ainda a criação de um governo digital, com maior transparência e acesso remoto a informações e serviços. Para ele, a população não deve precisar se deslocar presencialmente para resolver questões que poderiam ser feitas pela internet. “Um GDF do século XXI, com governo digital, onde as pessoas têm acesso aos dados, as pessoas têm acesso às informações, que elas não fiquem tendo que pegar ônibus para poder pegar papel e ter atendimento em algum serviço público”, ressaltou.

Cidades DF
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