Dois meses após o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF), o Governo do Distrito Federal (GDF), a União e instituições financeiras se reunirão novamente a fim de viabilizar uma solução para o Banco de Brasília (BRB). A operação envolve um empréstimo com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e depende da análise das garantias apresentadas e da viabilidade do plano de recuperação da instituição.
O GDF solicitou uma nova audiência ao ministro Luiz Fux, do STF, para tratar do andamento da operação. No pedido encaminhado à Corte nesta quarta-feira (5/8), o governo distrital apontou demora na análise do crédito e afirmou que, passados mais de dois meses da celebração do acordo, ainda não havia uma decisão do FGC sobre a operação.
“Decorridos mais de dois meses da celebração do acordo, realizado com base em proposta formulada pela União, pela pessoa do seu ministro da Fazenda, não há deliberação do Fundo Garantidor de Créditos sobre a operação de crédito e nem há cumprimento pela União de seus deveres”, diz um trecho da reclamação feita pelo governo do DF, Celina Leão (PP) ao Supremo.
Fux marcou para a próxima quinta-feira (13/8) uma nova audiência de conciliação para avançar nas tratativas sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao banco público. A reunião deve contar com representantes do GDF, do BRB, da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Fazenda, do Banco Central, do FGC e do Ministério Público Federal (MPF). O Banco do Brasil também deverá indicar um representante, em nome do consórcio de instituições financeiras que avalia a concessão do crédito.
A reclamação do GDF gerou mal-estar com o governo federal. Nesta quinta-feira (6/8), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou o impasse. “A informação que há uma inércia gerou profunda insatisfação nas equipes do governo federal que têm trabalhado para viabilizar o acordo”, disse.
Segundo o ministro, a conclusão do acordo depende da apresentação e avaliação das informações do BRB e do GDF pelos órgãos e instituições envolvidos.
Saiba Mais
-
Economia Balança comercial tem superavit de R$ 7,6 bi em julho, mas cresce apenas 1%
-
Economia Exportações para os EUA têm queda de 5% em julho, sem efeitos do tarifaço
-
Economia Lula cria conselho para avaliar recursos do Plano Brasil Soberano 3
-
Economia Como a IA usada em processos seletivos afeta a carreira das mulheres: 'Fiz um botox no meu currículo'
-
Economia Durigan diz que governo não gasta mais do que arrecada e culpa juros por endividamento
-
Economia Copom corta juros a 14% ao ano e mantém cautela nos próximos
