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Arruda ataca lanterna do DF no Ideb e promete resgatar bolsa faculdade

Arruda prometeu medidas imediatas de valorização docente, corte de cargos comissionados ao comentar sobre evasaão escolar no ensino médio

Confrontado com o questionamento de uma moradora de sobre o desinteresse e a evasão escolar de jovens no ensino médio, o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) utilizou seu tempo no debate para traçar um contraste entre os indicadores educacionais de seu mandato e os dados recentes do Distrito Federal. Arruda prometeu medidas imediatas de valorização docente, corte de cargos comissionados e a retomada de programas sociais e tecnológicos.

Iniciando sua resposta, o candidato resgatou os índices de sua gestão e criticou o desempenho atual da rede pública de ensino do DF.

"Em 2009, o último ano do meu governo, nós estávamos em primeiro lugar no Ideb, no ranking nacional. Tínhamos feito o plano de carreira dos professores, tínhamos 200 escolas de educação integral, com cinco refeições por dia. Tínhamos o Ciência em Foco, o dentista nas escolas, professores valorizados, gestão compartilhada. Muito bem. Hoje, semana passada, tivemos a notícia de que o ensino médio do Distrito Federal ficou na lanterna, o 27º lugar, pior que todos os outros estados brasileiros. A capital do país que deveria ser modelo."

Como principal solução para reestruturar as salas de aula, Arruda defendeu a nomeação de professores aprovados em concurso público e indicou a fonte de recursos para custear as contratações. "A meta-síntese do nosso governo será a busca de uma educação pública de qualidade. Isso passa necessariamente pela valorização dos professores, pela posse dos concursados. Hoje tem um banco de 3.300 concursados esperando ser nomeados e nunca sai a nomeação. Nós vamos nomear no primeiro dia. Se alguém perguntar: 'mas como é que vai conseguir dinheiro?' Fácil. Tirar os cabos eleitorais da Secretaria de Governo, que hoje são 722. Tira os cargos comissionados da Governadoria, que nem existe mais, hoje são 360, e eu contrato só nisso aí mil professores. É para tirar cabo eleitoral e botar servidor concursado para cuidar da saúde, para cuidar da educação."

Ao abordar a modernização pedagógica, o candidato propôs o resgate de programas de incentivo tecnológico para docentes e alunos, citando o uso da inteligência artificial no ambiente escolar. "A educação pública de Brasília precisa de mais. Voltar com os laboratórios tipo Ciência em Foco, com a reciclagem dos professores e uma coisa muito importante: o avanço da tecnologia. Fazer com que os laboratórios de informática estejam presentes em todas as cidades. E isso vai demandar também uma reciclagem do nosso corpo docente, que está ávido por isso. No nosso governo lá atrás, a gente deu um laptop para cada professor. Na época isso foi uma grande novidade, hoje é muito mais. Com a inteligência artificial, não se concebe mais um ensino público de qualidade sem ter as mesmas ferramentas que as escolas privadas têm."

Por fim, o ex-governador detalhou sua proposta para conter a evasão no ensino médio e incentivar o acesso ao ensino superior por meio do pagamento de bolsas acadêmicas atreladas a contrapartidas pedagógicas. "Quanto ao ensino médio, eu quero voltar com a bolsa universitária. No nosso governo, nós pagamos para 10 mil jovens fazerem universidade, e eles no contraturno eram monitores da Escola de Educação Integral — que pena que acabaram com esse projeto. Se Deus quiser, vamos voltar com a bolsa universitária para dar mais perspectiva aos jovens da nossa cidade."

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