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Ideb: Raymundo (PSTU) quer avaliação que inclua infraestrutura das escolas

Robson Raymundo (PSTU) critica Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e defende avaliação da educação pública a partir de critérios como estrutura e áreas verdes das escolas, alimentação e condições de trabalho, e não apenas notas de provas

Questionado sobre como pretende expandir para todo o Distrito Federal o modelo de educação integral das escolas parque e escolas classe — que já foi referência no país —, o candidato do PSTU ao governo do DF, Robson Raymundo, defendeu um conjunto de mudanças estruturais na rede pública, além de contestar a validade do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) como medidor de qualidade do ensino. "Quero desmistificar para vocês: o Ideb nunca foi indicador de qualidade", afirmou, classificando o índice como "viciado e incompleto" por se basear exclusivamente no desempenho dos estudantes em provas.

Segundo o candidato, a avaliação da rede pública precisa considerar outros fatores, como a existência de áreas verdes nas escolas, a estrutura física dos prédios, a preparação das unidades para lidar com temperaturas elevadas, a qualidade da alimentação oferecida aos estudantes e as condições de funcionamento de laboratórios e bibliotecas. Raymundo defendeu que um índice de qualidade real só pode ser construído em conjunto com trabalhadores da educação, estudantes e pais de alunos menores de idade.

Raymundo também apontou o que chamou de "pressão crescente" para aprovação automática de estudantes, o que, segundo ele, distorce ainda mais os índices oficiais. "Não podemos nos basear em um único indicador", disse.

Sobre o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que compõe o cálculo do Ideb, o candidato reforçou a mesma posição: notas isoladas não seriam um critério seguro para a construção de qualquer índice educacional, e outros fatores estruturais deveriam ser levados em conta. Segundo ele, o discurso de que a educação pública é ruim é usado, por parte de setores políticos, como justificativa para defender a privatização do ensino — algo a que se opõe.

No ensino superior, o candidato mencionou o Índice Geral de Cursos (IGC) como um modelo mais amplo por não se basear apenas em notas de prova, mas defendeu que mesmo esse índice precisa evoluir para incorporar critérios sobre a estrutura das universidades.

Fique de olho

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*Estagiária sob supervisão de Patrick Selvatti

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