
O candidato ao Governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) afirmou que pretende manter uma postura de diálogo com os demais nomes do campo progressista e disse esperar receber apoio em um eventual segundo turno, apesar das críticas recentes entre os candidatos. Questionado sobre uma publicação de Leandro Grass (PT) nas redes sociais, em que o petista contestou a proposta de Cappelli de tornar os salários dos professores do DF os maiores do país, Cappelli disse que preferiu não responder ao ataque. “Eu tenho responsabilidade com o Brasil e com o presidente Lula. Eu vi essa crítica, mas achei por bem não responder. Acho que foi um ato de imaturidade do candidato”, afirmou.
Cappelli disse acreditar que os candidatos progressistas poderão se unir caso apenas um deles avance para a segunda etapa da eleição. “Eu vou trabalhar muito para que a gente esteja no segundo turno e para que eu possa receber o apoio deles no segundo turno sem nenhum trauma. Eu tenho a convicção de que a gente vai estar no segundo turno”, declarou.
Segundo ele, os adversários centrais de sua candidatura estão no grupo político que atualmente comanda o Distrito Federal. “Da minha parte, não há nenhum interesse em ficar num debate que não acrescenta nada. O meu adversário central é quem colocou 30 mil pessoas na fila de cirurgia. O meu adversário é quem colocou a educação do Distrito Federal no lugar que está”, disse.
O candidato disse que pretende manter o foco na disputa eleitoral e evitar novos embates com adversários do campo progressista. “O resto é próprio do processo eleitoral, mas eu tenho, como dizia o Brizola, eu venho de longe. Essas coisas não me afetam. Vamos seguindo, porque a gente sabe onde quer chegar”, destacou.
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