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Em sabatina na CNN, Cappelli critica Iges-DF e promete Fila Zero na Saúde

Candidato do PSB ao GDF disse que a saúde pública será a prioridade de sua gestão, caso seja eleito. No transporte público, apresentou a meta de reduzir para, no máximo, uma hora o deslocamento entre a residência e o trabalho

O candidato do PSB ao Governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, afirmou nesta quinta-feira (20/8), em sabatina à CNN Brasil, que a saúde pública será a prioridade de sua gestão, caso seja eleito. Ele prometeu adotar medidas para reduzir as filas de cirurgias, consultas e exames, contratar profissionais e ampliar o horário de funcionamento das unidades básicas de saúde. 

Cappelli apresentou o programa Fila Zero, que prevê mutirões em parceria com a rede privada, a criação de 10 policlínicas e a abertura das UBS até as 22h durante a semana e aos sábados; e até o meio-dia aos domingos. Também defendeu a conclusão dos hospitais do Recanto das Emas, de São Sebastião, do Guará e de Ceilândia, além da implantação de prontuário eletrônico integrado. “O modelo atual do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) está absolutamente falido e precisa passar por um choque de gestão”, afirmou.

O candidato disse que “poucas políticas funcionam adequadamente no DF”, mas citou os restaurantes comunitários como iniciativa que deve ser mantida e aperfeiçoada. A proposta é ampliar a participação da agricultura familiar do DF no fornecimento dos alimentos. Na educação, prometeu valorizar os professores e garantir à categoria “o maior salário do Brasil”.

Transporte

Para o transporte público, Cappelli apresentou a meta de reduzir para, no máximo, uma hora o deslocamento entre a residência e o trabalho. “Vamos ampliar o metrô em direção ao Gama, Santa Maria, Setor O e Asa Norte, além de expandir os BRTs, as faixas exclusivas e as linhas expressas de ônibus”, prometeu. Ele criticou o volume de subsídios pagos às empresas do setor e afirmou que o secretário de Transporte de seu eventual governo deverá utilizar o transporte coletivo.

Sobre o BRB, Cappelli afirmou que pretende buscar a recuperação dos recursos que, segundo ele, foram desviados, reduzir despesas e devolver ao banco a função de financiar o desenvolvimento do DF. O candidato criticou a expansão nacional da instituição e os patrocínios fora de Brasília. “Vamos questionar, no Supremo Tribunal Federal, qualquer acordo que transfira para a população os custos da crise do banco.” Ele reforçou que não é possível apresentar uma solução detalhada sem conhecer o balanço e a dimensão do prejuízo.

Ao comentar os atos de 8 de janeiro de 2023, quando atuou como interventor federal na segurança pública do DF, Cappelli declarou confiar nas polícias Militar e Civil. Para ele, houve falha de comando e envolvimento de integrantes da cúpula da segurança, e não um problema generalizado nas corporações.

O candidato também defendeu equipes multidisciplinares para atender pessoas em situação de rua, com ações de saúde mental, tratamento da dependência química, assistência social e acesso à moradia. Também propôs reforçar o policiamento nas áreas de maior concentração dessa população, ampliar os efetivos e os núcleos de inteligência e retomar programas de policiamento comunitário.

Na área política, Cappelli negou que tenha sido pressionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou pelo vice-presidente Geraldo Alckmin a retirar a candidatura. Disse que defendia uma frente mais ampla no DF, mas discordou da estratégia de uma chapa restrita à esquerda. Apesar da candidatura própria do PSB, afirmou respeitar o PT e acreditar que os partidos de oposição estarão unidos no segundo turno.


 

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