
O candidato do PSTU ao Governo do Distrito Federal, Professor Robson, criticou o modelo de gestão adotado pelo DF na saúde pública e defendeu a extinção do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) durante uma ação de campanha nesta quinta-feira (20/8), no câmpus da Universidade de Brasília (UnB) em Ceilândia. O candidato participou de uma panfletagem e conversou com estudantes, professores e técnicos da instituição, que mantém cursos na área de saúde.
Durante a atividade, Professor Robson classificou o modelo utilizado na saúde como responsável pela precarização dos serviços e das condições de trabalho dos profissionais. “O Iges-DF demonstrou ser um fracasso completo e uma fábrica de precarização e escândalos de corrupção que nega atendimento básico à população nas UPAs e hospitais. A lógica de entregar o dinheiro público para a gestão privada só serviu para precarizar o trabalho dos profissionais de saúde e sucatear o atendimento à população”, afirmou.
Entre as propostas apresentadas pelo candidato está a extinção do Iges-DF e de outras formas de terceirização na saúde, com a transferência da gestão dos serviços diretamente para o Estado. O PSTU defende concursos públicos para todas as áreas e a incorporação de trabalhadores temporários e terceirizados para reduzir o deficit de profissionais na rede.
Para Ceilândia e outras regiões administrativas, Robson propôs a criação de centros especializados para atendimento de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e a implantação de Centros de Atenção Psicossocial (CAPs). O programa do candidato do PSTU prevê medidas voltadas à saúde das mulheres, como salas de parto humanizado nos hospitais públicos e ações para combater a violência obstétrica.
Entre as propostas apresentadas estão ainda a criação de um centro de saúde especializado para pessoas trans e travestis e a construção de um Hospital do Idoso. Segundo Robson, as medidas fazem parte de uma proposta de ampliação da oferta de serviços públicos e de mudança no modelo de financiamento e gestão da saúde do Distrito Federal.
“Nossa candidatura não tem rabo preso com empresários nem com as grandes corporações da saúde privada. Defendemos a ruptura com esse modelo neoliberal e a destinação total dos recursos do DF para a garantia de serviços públicos de qualidade e geridos pelos próprios trabalhadores”, afirmou o candidato.

Cidades DF
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