Eleições 2026

Cappelli exalta tecnologia como novo vetor do DF

Candidato do PSB criticou modelo econômico e prometeu usar inovação para transformar serviços públicos durante sabatina promovida pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro)

O candidato ao Governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) defendeu, nesta terça-feira (25/8), durante sabatina promovida pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), a transformação do setor de tecnologia e inovação em um novo vetor de desenvolvimento econômico do Distrito Federal. Para ele, a capital reúne condições para se tornar uma referência nacional na área, mas precisa mudar a forma como utiliza recursos públicos e estrutura políticas para o setor.

Cappelli afirmou que o DF concentra universidades, centros de pesquisa, empresas e mão de obra qualificada que poderiam sustentar um ecossistema de inovação. O candidato, porém, criticou a ausência de projetos de longo prazo e disse que a tecnologia não pode ser utilizada apenas para acomodar interesses políticos. “Tecnologia não pode virar moeda de troca, cabidão de emprego. Trocou o partido, troca. Isso é uma questão de emprego. Se a gente não mudar isso, é insustentável no médio prazo”, afirmou.

Na avaliação do candidato, o Fundo Constitucional do Distrito Federal deveria ser utilizado para impulsionar uma nova estratégia econômica. Cappelli comparou a dependência dos recursos federais à chamada “doença holandesa”, fenômeno associado à dependência excessiva de uma fonte de riqueza. “Nós estamos vivendo a doença holandesa do Fundo Constitucional”, disse. Segundo ele, a manutenção do atual modelo pode levar à redução dos recursos destinados à capital e comprometer a capacidade de investimento do DF.

Cappelli também criticou o desempenho do governo local em áreas como educação, saúde e serviços digitais. Ao citar a fila por cirurgias, consultas e exames, afirmou que os problemas nesses setores mostram que o orçamento elevado não tem se convertido em serviços públicos de qualidade.

Para o candidato, a digitalização dos serviços poderia aproximar o governo da população. Ele citou como exemplo a experiência da Prefeitura de Recife, que utiliza o WhatsApp para enviar informações e serviços aos moradores. “O cidadão não vai ao governo, é o governo que vai ao cidadão. Nós temos tecnologia de sobra para isso”, afirmou.

Cappelli também defendeu o uso do poder de compra do governo para estimular empresas e soluções inovadoras desenvolvidas no próprio DF. Ele citou mecanismos como encomendas tecnológicas e diálogo competitivo como instrumentos para aproximar o setor público de empresas de tecnologia.

“Temos o poder de compra no Distrito Federal, um dos maiores do Brasil, para fazer encomenda tecnológica, para fazer diálogo competitivo e para fincar referências de inovação nos setores que nós temos vocação”, declarou.

Na avaliação do candidato, setores como tecnologia da informação, comunicação e bioeconomia poderiam formar a base de um novo modelo econômico para o Distrito Federal. Ele destacou ainda a proximidade territorial com Goiás como uma vantagem para a criação de ecossistemas integrados de inovação. “O que é mais difícil para você fincar inovação e tecnologia como vetor de desenvolvimento? É capital humano. E capital humano é o que não falta aqui”, afirmou.

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