Segurança

Celina diz que tráfico está infiltrado em ocupações de rua

Candidata ao GDF afirma que operações desmobilizaram pontos de drogas - mais de 300 em todo o DF - e promete ampliar ações integradas

A candidata ao governo do Distrito Federal Celina Leão (PP) afirmou que operações de desmobilização de ocupações de pessoas em situação de rua identificaram a presença do tráfico de drogas em alguns desses locais. A declaração foi feita durante uma visita ao Sindicato dos Delegados de Polícia do Distrito Federal (Sindepo-DF).

Segundo Celina, a atuação integrada entre Polícia Civil (PCDF), saúde pública e assistência social permitiu identificar estruturas usadas para a comercialização e até a produção de drogas. Ela citou como exemplo uma operação realizada embaixo da Ponte do Bragueto, onde, segundo a candidata, havia um local utilizado para a destilação de entorpecentes. “O tráfico de drogas estava infiltrado também junto com os moradores em situação de rua”, afirmou.

A candidata também mencionou a desmobilização do chamado “Buraco do Rato”, onde, segundo ela, houve apreensão de drogas e acolhimento de pessoas em situação de rua. Após a retirada da ocupação, o espaço teria passado por intervenções de limpeza e urbanização. “Muita droga também apreendida, muitas pessoas em situação de rua sendo acolhidas e no mesmo momento o espaço sendo pintado, reurbanizado e sendo devolvido à população”, disse.

Celina afirmou que mais de 100 pontos foram desmobilizados apenas no Plano Piloto e mais de 300 em todo o Distrito Federal. De acordo com ela, as principais ocupações existentes no Plano Piloto foram retiradas, embora algumas voltem a ser formadas posteriormente. “Aqui no Plano Piloto nós conseguimos desmobilizar todas as grandes ocupações”, declarou. A candidata afirmou ainda que, nos casos de retorno, o governo volta a atuar com equipes de assistência social e saúde pública.

Internação involuntária

Outro ponto abordado por Celina foi a política de internação involuntária de pessoas com problemas relacionados à saúde mental. Segundo ela, antes da mudança na abordagem, policiais e delegados registravam ocorrências envolvendo pessoas com problemas de saúde mental, mas não tinham mecanismos para encaminhá-las adequadamente. “Pegava uma pessoa que sabia que era um problema de saúde mental, registrava a ocorrência e devolvia ao cidadão porque a lei falava absolutamente isso”, afirmou.

Celina disse que pretende manter a divisão entre situações que devem ser tratadas pela segurança pública e aquelas que exigem atendimento de saúde. “Nós estamos quebrando um paradigma, tratando aquilo que é caso de polícia como caso de polícia e aquilo que é saúde mental como saúde mental”, disse.

A candidata afirmou que existem casos de internação involuntária em andamento e que a integração entre saúde, assistência social e segurança pública deve continuar como parte da política para lidar com as ocupações de rua e com pessoas em situação de vulnerabilidade.

 

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