
Em agenda de campanha no Riacho Fundo II, a 40 dias das eleições, a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) inaugurou seu comitê político e apresentou um balanço detalhado de sua gestão, focando na transição da região administrativa de uma "cidade-dormitório" para um centro urbano com infraestrutura e serviços públicos essenciais.
O discurso, marcado por um tom de prestação de contas e defesa política, destacou que a cidade sofria com o abandono de gestões passadas, carecendo até mesmo de postos de combustível e agências bancárias, o que obrigava os moradores a recorrerem ao comércio do vizinho Recanto das Emas.
No centro das entregas de infraestrutura e saúde, Celina ressaltou a inauguração da maior Unidade Básica de Saúde (UBS) do Distrito Federal, localizada no próprio Riacho Fundo II, além da entrega de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e de duas creches.
No âmbito da saúde pública em escala distrital, a governadora apresentou números robustos para sustentar sua competência administrativa, ressaltando que realizou 200 mil consultas e 20 mil cirurgias efetuadas na rede privada para reduzir as filas de espera desde que assumiu o governo.
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No setor de mobilidade, enfatizou a duplicação da via principal e a construção do viaduto local, obra que se tratava de uma promessa antiga de governos anteriores que se concretizou em seu mandato, conforme declarou.
A governadora também detalhou ações de microinfraestrutura e serviços comunitários que impactaram o cotidiano dos moradores. Entre as melhorias citadas estão a iluminação de quadras esportivas, a instalação de novos parquinhos, a substituição de Pontos de Encontro Comunitário (PECs) e a chegada do programa Água Legal ao Núcleo Rural Vargem da Bênção. No campo social, destacou a inauguração de uma Vila Olímpica e de um equipamento de apoio à mulher.
Celina aproveitou para anunciar que o projeto para a ligação viária entre o Riacho Fundo I e o Riacho Fundo II já está na fase de projeto executivo, e reafirmou o compromisso com a continuidade da regularização fundiária do CAUB e a instalação de uma nova delegacia na região.
"Nós vamos continuar trabalhando por quem mais precisa. O DF na Sua Porta já está na 14ª edição. Aqui no Riacho Fundo II nós passamos e organizamos a cidade toda, iluminamos as quadras, trocamos PECs, colocamos mais parquinhos, o Água Legal que chegou na Vargem da Bênção”, exaltou.
Ações sociais e embate político
No plano político-econômico, Celina Leão abordou o enfrentamento ao que chamou de "farsa dos cartórios", mencionando o envio de um projeto de lei à Câmara Legislativa (CLDF) para coibir taxas de protesto abusivas, sustentando que acabou com a cobrança em que uma dívida de R$ 50,00 gerava taxas de R$ 150,00, pois os cidadãos contavam com uma governadora corajosa que defende quem mais precisa.
A candidata rebateu denúncias de adversários sobre o uso de ônibus escolares em sua campanha e informou que sua prestação de contas está rigorosamente em dia com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), inclusive com a vitória jurídica que legalizou o uso de seu mascote, o "leãozinho".
"Esse povo não tem o que fazer, é denúncia infundada todo dia! Até aquele ‘leãozinho’ que está com a gente, eles entraram contra no TRE. E hoje saiu a decisão, o nosso mascote está legalizado, o leãozinho vai poder existir! Eles não têm o que falar da gente, ficam procurando pelo em ovo”, comemorou.
Discurso feminino
Encerrando sua fala, Celina reforçou a coesão de sua chapa, que inclui Gustavo Rocha (Republicanos) para vice-governador, Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) — ambas para o Senado Federal —, e utilizou uma metáfora de gênero para mobilizar o eleitorado, afirmando que combaterá o preconceito contra mulheres no comando do Estado com "competência e trabalho".
"Esses que nos atacam não aceitam ter uma mulher no comando do Estado dando conta de resolver problemas tão difíceis como eu peguei. E é com a força do povo, com a botina tinindo no pé e com a caneta na mão para resolver os problemas do Distrito Federal”, disse.
Sob o apoio da multidão, ela se posicionou como a "leoa" que defende a população de Brasília, prometendo manter a "botina no pé e a caneta na mão" para resolver os problemas remanescentes do Distrito Federal.

Cidades DF
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