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"Vou fazer uma intervenção na saúde", promete Cappelli em embate

Em um dos momentos mais acalorados do debate promovido pelo Correio Braziliense e pela TV Brasília, Paula Belmonte (PSDB) diz que a saúde "já está entubada", e Ricardo Cappelli (PSB) promete lançar o programa Fila Zero no DF

Paula Belmonte (E) e Ricardo Cappelli (D): críticas à gestão da saúde no Distrito Federal  -  (crédito:  Marcelo Ferreira CB/DA Press                                    )
Paula Belmonte (E) e Ricardo Cappelli (D): críticas à gestão da saúde no Distrito Federal - (crédito: Marcelo Ferreira CB/DA Press )

A situação da saúde pública do Distrito Federal deu o tom de um dos momentos mais acalorados do debate entre os postulantes ao governo do Distrito Federal promovido pelo Correio Braziliense e pela TV Brasília. Ao ser sorteado para fazer a pergunta, o candidato Ricardo Cappelli (PSB) escolheu confrontar Paula Belmonte (PSDB). Ao exibir um discurso duro, ancorado nas deficiências das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dos hospitais regionais, Cappelli prometeu pulso firme para reestruturar a rede, enquanto Paula Belmonte fez duras críticas à gestão atual, afirmando que o sistema de saúde do DF "está entubado".

Beneficiado com 30 segundos adicionais na fala para compensar falhas técnicas nos microfones, Cappelli iniciou o embate relatando situações extremas que testemunhou em suas agendas pelo DF. "Eu passei um ano e meio morando nas cidades do Distrito Federal e visitei todas as UPAs, visitei todos os hospitais e o que eu encontrei foram dor, sofrimento e abandono", denunciou.

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Para ilustrar o desabastecimento e a triagem rígida nas unidades, o socialista citou episódios específicos. "Cheguei à UPA do Paranoá e vi uma senhora com o braço cortado, sangrando, ser mandada embora, porque não tinha fio de sutura na UPA pra dar um ponto. Vi uma senhora no Hospital Regional de Taguatinga com um tornozelo desse tamanho ser mandada embora, porque falaram para ela, na Emergência, que só estavam atendendo fratura exposta. O maior orçamento do Brasil para a saúde, e a população sofrendo. Qual o seu plano para a saúde?", questionou Cappelli. 

Ao responder, Paula Belmonte validou o diagnóstico de crise, mas direcionou suas críticas à falta de insumos básicos e à descontinuidade nos procedimentos cirúrgicos essenciais, apontando a omissão da atual gestão. "Essa realidade que o Ricardo Cappelli traz é uma realidade de todo o mundo ver e sofrer. Hoje, nós temos as UPAs trazendo pessoas dentro dos corredores, internadas. É uma vergonha. Esses dias eu estava com uma pessoa amiga minha. Cinco dias no Hospital de Base e, infelizmente, não conseguiu fazer a sua cirurgia de vesícula porque não tinha anestesista", pontuou.

Críticas

A candidata avançou no tom crítico sobre o cenário da rede hospitalar do DF. "A saúde pública do Distrito Federal não está só em UTI. Ela está já entubada. E aí eu quero falar com vocês. Precisamos mudar o que está aí. Esse governo deixou a saúde chegar onde chegou. É um governo que não atende as pessoas e está usando de populismo para fazer ação, agora."

No momento da réplica, Cappelli puxou a sua atuação na crise da segurança em Brasília para prometer uma medida drástica na rede de atendimento médico. "Fui interventor federal na segurança pública em 8 de janeiro. Botei ordem na segurança pública e vou fazer uma intervenção na saúde", disparou o candidato. Cappelli classificou como "inaceitável" a existência de mais de 30 mil pessoas na fila de espera por cirurgias e revelou sua principal proposta para o setor. "Por isso, eu lancei o programa Fila Zero. Nós vamos zerar a fila da saúde, contratando os médicos, enfermeiros, os técnicos de enfermagem e terminando hospitais que só têm placa. O Hospital do Recanto é uma placa, o Hospital de São Sebastião é uma placa, o Hospital Clínico Ortopédico do Guará é uma placa, nós vamos terminar isso e entregar tudo."

Na tréplica, Paula Belmonte elevou a temperatura, ao lamentar a degradação ética da política e ao rebater os discursos dos adversários. "É triste nós olharmos aqui e, às vezes, ficarmos defendendo quem é menos corrupto. É uma vergonha isso. Precisamos que a nossa sociedade tenha princípios e valores", cobrou.

A transmissão do debate entre os candidatos ao GDF está sendo feita nas redes sociais e no canal do YouTube do Correio de forma gratuita. Confira, também, a edição desta quarta-feira (2/9), que trará um resumo completo com os principais pontos do evento organizado pelo Correio Braziliense e TV Brasília.

 

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postado em 01/09/2026 22:51
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