
A governadora Celina Leão destacou o projeto do Anel Viário como a obra mais estruturante de sua gestão para retirar veículos pesados das vias urbanas do Distrito Federal. A declaração ocorreu na segunda rodada do evento Diálogos com o Setor Produtivo, promovido pela Fecomércio-DF nesta quinta-feira (3/9).
Além disso, a candidata detalhou investimentos no sistema de transporte, incluindo uma licitação de quase R$ 2 bilhões para modernização de energia e controle do metrô, somada à aquisição de novos vagões, cuja licitação se encerra no dia 15 de setembro.
“Desde que eu virei governadora, nós compramos 15 novos vagões, e a licitação se encerra agora no dia 15. Ninguém tinha tido coragem de comprar trem com vagão novo, e nós compramos”, afirmou Celina.
Como medida imediata de mobilidade e descentralização, a governadora anunciou a ocupação do Centrad em 4 de setembro, visando desafogar o tráfego de regiões como Samambaia, Taguatinga e Ceilândia.
O plano de infraestrutura contempla ainda a ampliação da BR-070, com dois novos viadutos, e a entrega da terceira faixa de Planaltina.
Agência de investimentos e crédito
Para reduzir a dependência do Fundo Constitucional, que possui uma redução projetada de R$ 1,8 bilhão segundo dados do Senado, Celina pretende criar uma agência de investimentos no início do novo mandato. O objetivo é buscar R$ 13 bilhões em recursos internacionais para projetos estratégicos.
“Essa agência de fomento, onde a gente vai buscar investimento de R$ 13 bilhões para você buscar metrô, vai ser de grandes estudos técnicos de desenvolvimento para colocar o setor produtivo de pé”, destacou a candidata.
No suporte ao pequeno empresariado, a governadora defendeu o papel do BRB como instituição regional de desenvolvimento, citando investimentos na cadeia produtiva do cartão uniforme e a necessidade de desburocratização. A estratégia foca em transformar programas de apoio em políticas públicas permanentes, integrando crédito à capacitação pelo Sebrae.
No setor do agronegócio, Celina ressaltou a recente publicação de um decreto que permite a emissão de alvarás de funcionamento para empresas rurais, assegurando a comercialização legal dos produtos locais.
A meta para o próximo mandato inclui avançar na regularização fundiária, buscando retomar terras sob gestão da União para conferir segurança jurídica aos produtores locais.
“A nossa justificativa é muito simples: a incapacidade da União de cuidar. As pessoas estão lá trabalhando há 30 anos, produzindo no agronegócio para abastecer o Distrito Federal, e a gente precisa dar a titulação”, disse Celina.

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