
O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, afirmou que a integração da tecnologia e da inteligência com diferentes órgãos será o principal instrumento da pasta para garantir a segurança nas eleições de outubro. Em entrevista ao Podcast do Correio, ele detalhou o módulo eleitoral do DF 360, defendeu a prevenção como estratégia de combate ao feminicídio e falou sobre as ações do governo diante do aumento de episódios envolvendo pessoas em situação de rua.
O que a Secretaria preparou para garantir a tranquilidade das eleições agora em outubro?
O DF 360 já funciona hoje com quase 14 mil câmeras de identificação facial, cercamento virtual das placas dos carros, mais de 1.300 radares associados em todas as regiões administrativas. Só que é um ecossistema, então consegue embarcar várias outras aplicações. Por exemplo, neste período de incêndios, usamos mapa por satélite, câmeras térmicas, drones e criamos agora um módulo específico de eleições. Lá estão mapeados todos os pontos onde ocorrerão as votações.
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Na prática, de que forma o DF 360 pode coibir práticas ilegais durante a eleição?
Além da competência e da atribuição de cada órgão que estará na rua nesse dia específico, a Justiça Eleitoral também está participando junto com a gente na célula de inteligência. Naquele momento em que constatamos alguma coisa, seja pela câmera do 360, seja pelo drone, por exemplo, uma boca de urna, distribuição de santinho, transporte irregular e por aí vai, a pessoa responsável pela inteligência vai direcionar para que o órgão faça a prisão, a autuação, o inquérito e por aí vai. A presença de todos nós juntos facilita, porque até aquele momento em que você fica titubeando, dizendo “Poxa, (a ocorrência) é minha? É tua?”, a informação se perde. O grande mote aqui é a integração.
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Tivemos, recentemente, mais um caso de feminicídio. Como o senhor avalia esse cenário e qual tem sido a atuação da Secretaria?
Aqui no DF não tem nenhum criminoso que cometeu feminicídio que não esteja preso ou morto (por autoextermínio). Ninguém quer isso também, mas o fato é: não tem ninguém que não esteja preso. O fato é que, na polícia judiciária, é 100%. As prisões são rápidas, são efetivas, essas pessoas são julgadas e condenadas. O que temos que fazer é antecipar. É buscar o seguinte: na primeira agressão, a polícia ser comunicada. Mais de 60%, 70%, infelizmente, das vítimas de feminicídio nunca comunicaram ao Estado. Temos que fazer uma campanha dizendo: "Olha, não tolere isso, não aceite". E também uma campanha de educação, porque segurança pública não se resolve com segurança pública. Isso se resolve com educação, isso se resolve com família.
Assista à entrevista completa:
O DF tem enfrentado um desafio grande relacionado a pessoas em situação de rua, inclusive com casos de agressões a moradores. Como a secretaria acompanha esse cenário?
Nós tivemos entre cinco e sete casos em que nós acionamos a saúde para fazer a internação. Qual é o protocolo? Você está diante de uma situação de crime. Quando tem crime, independentemente de qualquer coisa, essa pessoa vai ser levada para a delegacia. Seja um crime de menor ou de maior potencial ofensivo. Se ele tem uma pena de até dois anos, normalmente assina um termo circunstanciado, e assim estava acontecendo. Quando você visualiza que a pessoa em situação de rua vai assinar ocorrência, vai sumir, vai cometer novamente, mas ela aparentemente tem algum problema de saúde mental, e o delegado/agente, não tem condições, não tem treinamento, não tem qualificação profissional para isso. Ele aciona a saúde, e a saúde avalia se é ou não o caso de internação involuntária.
De que forma o DF 360 e a célula de inteligência podem coibir práticas ilegais durante a eleição?
Além da competência e da atribuição de cada órgão que estará na rua nesse dia específico, a Justiça Eleitoral também está participando junto com a gente na célula de inteligência. Naquele momento em que constatamos alguma coisa, seja pela câmera do 360, seja pelo drone, por exemplo, uma boca de urna, distribuição de santinho, transporte irregular e por aí vai, a pessoa responsável pela inteligência vai direcionar para que o órgão faça a prisão, a autuação, o inquérito e por aí vai. A presença de todos nós juntos facilita, porque até aquele momento em que você fica titubeando, dizendo “Poxa, (a ocorrência) é minha? é tua?”, a informação se perde. O grande mote aqui é a integração.
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