CB.Poder

Secretário de Segurança do DF defende mudanças na lei e internação involuntária humanizada

Diante de casos recentes de ataques de pessoas em situação de rua, Alexandre Patury afirmou que alterações na legislação devem ser discutidas. Para ele, pessoas presas mais de duas vezes deveriam continuar presas

 04/08/2026 Davi Pereira/CB/D.A Press Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública, é o entrevistado do CB.Poder de hoje. -  (crédito:  Davi Pereira/CB/D.A Press)
04/08/2026 Davi Pereira/CB/D.A Press Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública, é o entrevistado do CB.Poder de hoje. - (crédito: Davi Pereira/CB/D.A Press)

O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, defendeu mudanças na legislação como uma das alternativas para evitar ataques realizados por pessoas em situação de rua. Nesta terça-feira (4/8), em entrevista ao CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — Patury disse que, no caso de lesões leves, alguém que tenha sido preso duas ou três vezes deveria permanecer detido. 

A discussão ganhou destaque depois de registros de novos casos de violência. Nesta segunda-feira (4/8), no Setor Comercial Sul (SCS), uma mulher foi atacada por um homem com um pedaço de vidro. Segundo o secretário, o homem acumulava 11 passagens pela polícia. 

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Às jornalistas Adriana Bernardes e Sibele Negromonte, Patury criticou a aplicação do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) em casos de lesão leve com antecedência criminal, o que permite que suspeitos sejam liberados. Para ele, pessoas presas mais de duas vezes deveriam continuar presas. “O juiz é refém da legislação, assim como o policial é refém da lei”, afirmou o secretário. 

Outra proposta apontada por Patury é a internação involuntária humanizada. Para ele, essa seria uma forma de retirar das ruas pessoas desorientadas, sob efeito de drogas ou com problemas de saúde mental. Segundo o secretário, caso nenhuma ação seja tomada, esses indivíduos podem cometer crimes mais graves no futuro, como tentativas de homicídio.

Assista à íntegra do programa: 

*Estagiária sob supervisão de Eduardo Pinho

 

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postado em 04/08/2026 17:28
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