ELEIÇÕES 2026

Samara Mineiro propõe cooperativas e empresas públicas para gerir aplicativos

Candidata da UP defende regulamentação imediata do setor, piso salarial e direitos previdenciários para combater a exploração de motoristas e entregadores

Samara Mineiro (UP) conversa com moradores e autônomos em Taguatinga durante ação de panfletagem no centro comercial do DF -  (crédito: Divulgação UP)
Samara Mineiro (UP) conversa com moradores e autônomos em Taguatinga durante ação de panfletagem no centro comercial do DF - (crédito: Divulgação UP)

Em agenda de campanha realizada nesta quinta-feira (17/9) em Taguatinga, a candidata Samara Mineiro (UP) defendeu a criação de empresas públicas e cooperativas sob controle dos próprios trabalhadores para gerir os aplicativos de transporte e entrega no DF. A medida responde diretamente a relatos de moradores sobre as dificuldades de inserção no mercado formal e o crescimento do trabalho por plataformas.

Diante das demandas apresentadas pela população local, Samara propôs uma intervenção imediata no setor por meio da regulamentação distrital. A proposta visa estruturar um arcabouço de proteção social e transparência para motoristas e entregadores.

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"É um absurdo o grau de exploração que os trabalhadores de aplicativos passam. Apesar de realizarem todo o trabalho, as empresas apropriam cerca de 30%, podendo chegar até 40%. No nosso governo, vamos lutar para ser regulamentada de forma imediata o trabalho em plataformas garantindo remuneração mínima, proteção previdenciária, transparência algorítmica, direito de organização e negociação coletiva", garantiu.

Além de prever o direito à organização e à negociação coletiva para a categoria, a candidatura comprometeu-se a combater a retenção de lucros praticada pelas multinacionais de tecnologia.

A postulante ao Palácio do Buriti pontuou que o atual modelo econômico retira renda da economia local e sobrecarrega os profissionais autônomos. Segundo a postulante, a taxa de apropriação cobrada pelas plataformas gera um desequilíbrio na renda de quem cumpre longas jornadas de trabalho.

Como alternativa estrutural, a candidatura da UP formulou um projeto de estatização e cooperativismo da infraestrutura tecnológica de mobilidade. A medida pretende direcionar os ganhos do serviço diretamente aos prestadores locais. "Vamos organizar empresas públicas e cooperativas de aplicativos sob controle das trabalhadoras e trabalhadores. Essa iniciativa vai possibilitar que o recurso fique com o trabalhador e não com grandes multinacionais. Só para ter ideia, enquanto motorista trabalha muitas vezes 12 horas por dia para sustentar sua família, a Uber teve de faturamento só em 2025 foi de U$$ 52 bilhões (cerca de R$ 260 bilhões)", destacou a candidata.

Com a criação dessas ferramentas públicas e coletivas, a proposta busca reestruturar o mercado de transporte no DF, promovendo o retorno financeiro direto aos prestadores e assegurando maior justiça econômica para a classe trabalhadora.

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postado em 17/09/2026 15:07
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