CB.SAÚDE

Estudo aponta que fumo passivo mata 1,6 milhão de pessoas por ano no mundo

Exposição à fumaça do cigarro aumenta riscos cardiovasculares e pode provocar problemas respiratórios em crianças; pneumologista também alerta para os cigarros eletrônicos

 17.09.2026 Marcelo Ferreira CB/DA Press. Advogado e analista político Melillo Dinis, diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), é o entrevistado do CB.Poder de hoje.  Carlos Alexandre de Souza e Mariana Niederauer. CRISE NO STF -  (crédito:  Marcelo Ferreira CB/DA Press)
17.09.2026 Marcelo Ferreira CB/DA Press. Advogado e analista político Melillo Dinis, diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), é o entrevistado do CB.Poder de hoje. Carlos Alexandre de Souza e Mariana Niederauer. CRISE NO STF - (crédito: Marcelo Ferreira CB/DA Press)

A pneumologista Aída Alvim participou do CB.Saúde — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília —, nesta quinta-feira (17/9), para falar sobre sobre um estudo divulgado pela revista Lancet. A publicação aponta que o fumo passivo mata cerca de 1,6 milhão de pessoas por ano no mundo. Às jornalistas Carmen Souza e Sibele Negromonte, a especialista alertou que parte dessas mortes está relacionada a doenças cardiovasculares, uma vez que o contato com a fumaça de terceiros também pode afetar o coração e o cérebro.

Segundo a especialista, os efeitos da nicotina não ficam restritos ao sistema respiratório. As pessoas que convivem com fumantes podem ser expostas às mesmas substâncias presentes na fumaça inalada pelo tabagista e, com isso, ter maior risco de desenvolver problemas como infarto, angina e derrame. “A nicotina tem efeitos não somente sobre o pulmão, mas também no sistema cardiovascular e no cérebro”, explicou Aída.

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A pneumologista também chamou atenção para os impactos do tabagismo passivo entre as crianças. Segundo ela, a exposição pode começar ainda durante a gestação, quando mães expostas à fumaça de terceiros têm maior chance de ter bebês pequenos para a idade gestacional. "Após o nascimento, o contato com a fumaça pode aumentar a ocorrência de asma e de infecções respiratórias, como bronquite, pneumonia, sinusite e otite média", disse.

Cigarros eletrônicos

A exposição passiva não se restringe aos cigarros convencionais. A pneumologista fez um alerta para os riscos dos cigarros eletrônicos, principalmente, quando utilizados por pais próximos aos filhos. Segundo ela, estudos identificaram nicotina em crianças expostas ao vapor produzido pelos dispositivos. “Precisamos prestar atenção nisso porque pode, sim, causar problemas respiratórios nas crianças”, afirmou.

Assista à entrevista completa abaixo:

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DC
postado em 17/09/2026 16:11
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