Podcast do Correio

Candidata à CLDF, Cris Nardes destaca atuação em governança

Candidata à CLDF pelo Republicanos defende a fiscalização rigorosa de recursos públicos, a apuração de irregularidades em órgãos distritais e a implementação de uma agenda de governança técnica

Candidata a deputada distrital pelo Republicanos, Cris Nardes criticou a pouca presença feminina -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Candidata a deputada distrital pelo Republicanos, Cris Nardes criticou a pouca presença feminina - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A jornalista e especialista em governança Cris Nardes (Republicanos), de 44 anos, detalhou sua trajetória na gestão pública e apresentou, no Podcast do Correio, nessa segunda-feira (21/9), suas diretrizes para disputar uma vaga de deputada distrital. Às jornalistas Ana Maria Campos e Sibele Negromonte, a candidata afirmou que sua atuação na Câmara Legislativa do DF (CLDF) terá como eixos o combate à corrupção, a fiscalização de recursos e a implementação de governança técnica no DF, pautada por uma Agenda de Governança 2027-2030 elaborada por ela.

Cris Nardes também destacou a inspiração no pai, o ministro do TCU Augusto Nardes. "Antes de o meu pai chegar ao TCU, fomos de Santo Ângelo, e ele foi eleito vereador lá com 18 anos, sendo um dos mais jovens da época. Naquela trajetória do meu pai, tive o privilégio de acompanhá-lo nos últimos 15 anos e de me preparar para ser uma sucessora dele", afirmou.

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A candidata relatou, ainda, sua experiência como secretária-adjunta na Subsecretaria de Compliance da Casa Civil do GDF na primeira gestão de Ibaneis Rocha (MDB), onde atuou na capacitação de 700 servidores e na análise de contratos suspeitos. Segundo ela, foi firme ao contestar desvios, o que resultou em sua demissão enquanto estava grávida.

"A minha família conquistou uma trajetória sempre com muita transparência. Eu fui demitida grávida, exonerada grávida, por estar olhando para o dinheiro do povo com seriedade. E eu reforço que prefiro ser demitida grávida do que acobertar a sujeira", destacou.

Preparo

A candidata defende investigações sobre suspeitas no BRB e criticou a pouca representatividade feminina na CLDF — quatro mulheres entre 24 parlamentares —, reforçando ter qualificação para conduzir apurações. "Se eu sentar naquela cadeira, vou ser uma especialista e posso assumir uma CPI dessas para trazer seriedade aos assuntos, porque vejo deputados muito despreparados em relação a isso. Eu fui muito bem preparada nos últimos 15 anos pelo meu pai para ser jogada no meio desses leões."

Licenciada da presidência da Rede de Governança Brasil (RGB), Cris declarou capacidade para fiscalizar o BRB, a Terracap e a Codhab. Ela defendeu a governança como urgente e suprapartidária para garantir verbas para saúde e educação.

"A corrupção é um dos maiores cânceres do Brasil, e a gente precisa resolver, independentemente de quem entre, direita ou esquerda. O buraco da nossa rua, se não é fechado e estoura o seu pneu, é política, porque o dinheiro não chega onde tem que chegar", declarou.

A postulante citou seu trabalho voluntário há oito anos na creche Monte Moriá, em São Sebastião, e a liderança em projetos de compliance em 447 prefeituras. Coautora de dois livros sobre o tema, ela acompanha a tramitação do Projeto de Lei de Governança e Combate à Corrupção no Congresso, que visa tornar obrigatórias práticas de controle em estados e municípios com base em padrões do TCU e da OCDE.

 

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postado em 22/09/2026 05:00
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