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Candidato do PSB ao GDF quer ativar Centrad, focar no metrô e regularizar imóveis

Em sabatina na Fecomércio-DF, Cappelli defendeu descentralizar o trânsito, priorizar o transporte de massa e criar secretaria para entrega de escrituras

O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), Ricardo Cappelli (PSB), defendeu, na segunda rodada do Diálogos com o Setor Produtivo, promovida pela Fecomércio-DF nesta quinta-feira (3/9), uma reestruturação na gestão pública.

Ele criticou o gasto de R$ 150 milhões anuais em aluguéis para órgãos governamentais e propôs a ativação imediata do Centro Administrativo (Centrad) para abrigar até 15 mil servidores, além de defender polos de inovação nas regiões administrativas para descentralizar o fluxo urbano.

Na área de mobilidade, Cappelli denunciou um desequilíbrio no transporte público. Ele afirmou que o GDF paga R$ 2,5 bilhões anuais em subsídios às empresas de ônibus, valor com o qual seria possível construir de 15 a 18 quilômetros de metrô por ano, além de apontar o sucateamento da frota metroviária atual.

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“Esse modelo de cidade sanfona tá fadado ao fracasso. Por mais que a gente invista na ampliação do transporte, o transporte rodoviário do jeito que tá no Distrito Federal não adianta ficar abrindo avenida, ele vai parar", destacou Cappelli.

Para o setor produtivo, o candidato defendeu uma reformulação nas diretrizes do Banco de Brasília (BRB), criticando a falta de acesso a crédito para os mais de 240 mil Microempreendedores Individuais (MEIs) e as altas taxas para capital de giro. Ele também apontou a negligência com a economia criativa local, lembrando que a FAP executa um percentual baixo da receita corrente líquida e que o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) foi suspenso.

“Nós temos que democratizar o BRB. O BRB tem que ser um banco de desenvolvimento do Distrito Federal, um banco do povo, um banco que financie o pequeno, o médio, o microempreendedor", afirmou o candidato.

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Regularização e gestão fundiária

Sobre a segurança jurídica, o candidato revelou que 32,6% dos imóveis próprios no DF não possuem escritura, impactando cerca de 700 mil propriedades. Para solucionar a situação, prometeu criar uma Secretaria Especial de Regularização Fundiária e utilizar tecnologia via satélite em uma delegacia especializada contra a grilagem.

Cappelli voltou a criticar a postura da Terracap, afirmando que a empresa pública precisa atuar estritamente no planejamento urbano e na garantia de escrituras a valores acessíveis.

“Eu defendo dar a escritura pelo menor valor legal possível pra todo mundo, e nós vamos criar uma secretaria que só vai fazer isso, acabar com essa bagunça que fomenta a especulação", disse.

Atração de investimentos

O projeto do candidato prevê a criação de uma Agência de Investimentos voltada para incentivar cadeias produtivas de bioeconomia e tecnologia, como o Biotic. Ele reforçou que o sucesso das medidas depende de um choque de gestão que elimine o aparelhamento político nas administrações regionais.

Cappelli mencionou, ainda, a possibilidade de reestatização dos serviços de energia elétrica caso a concessionária atual não realizar os investimentos estruturais exigidos pelo setor industrial.

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