Luto

Irmão do procurador Eduardo Sabo morre aos 61 anos

Carlos Henrique Sabo Paes, de 61 anos, morreu após tratamento contra um câncer de intestino e reto. Ele é sobrinho da colunista do Correio, Liana Sabo

Morreu aos 61 anos Carlos Henrique Sabo Paes, irmão do procurador de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) Eduardo Sabo, e sobrinho da colunista do Correio, Liana Sabo. Natural de Fortaleza (CE), Carlos Henrique estava em tratamento contra um câncer de intestino e reto. Segundo o irmão, ele passou por sessões de quimioterapia e radioterapia, mas não resistiu ao fim do tratamento.

Formado em design, Carlos Henrique construiu sua trajetória profissional no Rio Grande do Sul, onde escolheu viver e, segundo Eduardo, também se tornou “gaúcho”. O procurador descreve o irmão como uma pessoa de criatividade incomum, com amplo domínio de técnicas e materiais como metais e madeira. Entre os trabalhos desenvolvidos por ele estavam projetos e construções de cadeiras, mesas, churrasqueiras e outros equipamentos voltados ao conforto e à funcionalidade.

“Ele era diferenciado em criatividade, conhecimento e técnica”, afirmou Eduardo Sabo. O procurador também destacou a inteligência e a capacidade de criação do irmão, que, segundo ele, tinha uma “noção espacial fora do normal” e era extremamente perfeccionista.

Carlos Henrique também era conhecido pelo bom humor e pela facilidade em aproximar e integrar as pessoas. Entre os interesses, estavam a pesca e o cultivo de flores. Para Eduardo, porém, uma das características mais marcantes do irmão era a capacidade de compreender rapidamente o funcionamento de máquinas e equipamentos.

O procurador recordou uma situação que, para ele, exemplifica a inteligência do irmão. Durante uma prova de drifting realizada em Brasília, Carlos Henrique, mesmo sem nunca ter assistido a uma competição da modalidade, teria conseguido identificar características dos motores e dos modelos dos carros utilizados. “Sem nunca ter visto uma prova, ele era capaz de saber muitos detalhes”, contou.

Segundo Eduardo, Carlos Henrique também tinha facilidade para montar e construir equipamentos e móveis, transformando conhecimento técnico e criatividade em objetos destinados a facilitar a vida das pessoas. “Eu gostaria de ser tão criativo e capaz de criar equipamentos e móveis que fossem dar conforto à vida das pessoas”, disse o procurador ao falar sobre o irmão.

Carlos Henrique estudou em Brasília, passando pelo Colégio Notre Dame e pelo Objetivo. Apesar das raízes cearenses e da formação na capital federal, escolheu Ijuí, no Rio Grande do Sul, para viver. O corpo de Carlos Henrique foi velado em Ijuí, onde também ocorreu o sepultamento, no Cemitério Municipal. Carlos deixa esposa e uma filha.

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