Com o fim do sigilo de apurações e petições relacionadas ao caso Banco Master e a divulgação dos autos ligados ao Banco de Brasília (BRB), a instituição brasiliense afirmou que a exposição dos documentos permite esclarecer as medidas adotadas pela atual gestão diante das irregularidades investigadas. Em nota, o banco declarou ter sido vítima de “atos criminosos” e destacou uma série de providências tomadas após a troca da administração, entre elas a renovação integral da diretoria executiva e o reforço dos mecanismos de controle interno e de governança.
Uma das principais medidas, segundo o BRB, foi a contratação do escritório Machado e Meyer, com suporte técnico da consultoria Kroll, para a realização de uma auditoria forense independente. O trabalho teve como objetivo apurar fatos relacionados às operações que estão sob investigação. “Os achados da auditoria foram encaminhados às autoridades competentes, incluindo Polícia Federal, Ministério Público Federal, Banco Central, CVM e instâncias do Poder Judiciário, para as providências cabíveis”, informou.
O banco afirmou ainda que a apuração interna contribuiu para o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Segundo a instituição, o trabalho realizado no âmbito do BRB colaborou “significativamente” para as conclusões da PF no inquérito em andamento e teria contribuído para a abertura de uma nova frente de investigação, relacionada a suspeitas de gestão fraudulenta praticada por antigos gestores da instituição.
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Na manifestação, a atual administração fez questão de separar a instituição dos antigos dirigentes. “O BRB, por meio de sua atual gestão, reforça que os ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição”, declarou. A instituição afirmou que, além da auditoria forense, vem adotando medidas administrativas, extrajudiciais e judiciais com o objetivo de preservar o patrimônio do banco e buscar a responsabilização de eventuais envolvidos nas irregularidades investigadas.
O BRB também afirmou que mantém colaboração com os órgãos de fiscalização e controle durante as apurações. “Além da auditoria, vem adotando medidas administrativas, extrajudiciais e judiciais para resguardar o banco e buscar a responsabilização de envolvidos, sempre em colaboração com os órgãos de fiscalização e controle”, informou a instituição.
Como as investigações ainda estão em andamento, o banco disse que não pretende comentar situações ou pessoas específicas relacionadas aos casos. A instituição ressaltou que a postura faz parte do compromisso de colaborar com as autoridades responsáveis pelas apurações.
O BRB reforçou que pretende manter as medidas de proteção à instituição enquanto as investigações avançam. “O Banco seguirá adotando todas as medidas cabíveis para a proteção de seu patrimônio, o ressarcimento de eventuais prejuízos e o aprimoramento contínuo de sua estrutura de governança e controles”, ressaltou.
Leia a nota na íntegra:
A divulgação dos autos relacionados ao Banco de Brasília (BRB) é uma oportunidade para todos conhecerem o que aconteceu com a instituição, vítima de atos criminosos, e as medidas adotadas pela nova gestão.
A atual administração do Banco promoveu a renovação integral de sua diretoria executiva e adotou medidas de fortalecimento dos controles internos e da governança, incluindo a contratação do escritório Machado e Meyer com suporte técnico da Kroll para realização de auditoria forense independente para apuração dos fatos relacionados às operações investigadas.
Os achados da auditoria foram encaminhados às autoridades competentes, incluindo Polícia Federal, Ministério Público Federal, Banco Central, CVM e instâncias do Poder Judiciário, para as providências cabíveis.
O trabalho conduzido no âmbito do BRB colaborou significativamente para as conclusões da PF no Inquérito em curso, culminando na abertura de nova frente de investigação sobre gestão fraudulenta no Banco, praticada pelos antigos gestores.
O BRB, por meio de sua atual gestão, reforça que os ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição. Nesse sentido, além da auditoria, vem adotando medidas administrativas, extrajudiciais e judiciais para resguardar o banco e buscar a responsabilização de envolvidos, sempre em colaboração com os órgãos de fiscalização e controle.
Em razão das apurações ainda em curso e do compromisso de colaboração com as autoridades responsáveis, o BRB não comenta casos ou pessoas específicas. O Banco seguirá adotando todas as medidas cabíveis para a proteção de seu patrimônio, o ressarcimento de eventuais prejuízos e o aprimoramento contínuo de sua estrutura de governança e controles.
