Samara Mineiro (UP) propôs, nesta segunda-feira (21/9), a construção de 100 novas escolas públicas ao longo de quatro anos, caso seja eleita. A proposta foi apresentada durante debate promovido pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), em resposta a uma pergunta sobre salas de aula superlotadas, falta de acessibilidade, ausência de quadras poliesportivas e problemas de estrutura física das unidades.
Samara afirmou que as dificuldades enfrentadas atualmente pela rede pública estão relacionadas à falta de investimentos e defendeu mudanças na distribuição dos recursos do Fundo Constitucional. Segundo a candidata, o partido quer ampliar o repasse destinado à educação, além de saúde, áreas que, na avaliação dela, precisam receber mais recursos.
Entre as medidas previstas, está a construção de 100 escolas durante os quatro anos de governo. Samara afirmou que as novas unidades seriam planejadas com espaços destinados à educação integral, como quadras poliesportivas, anfiteatros, laboratórios de informática e bibliotecas. “Por isso, nós propomos que, com o aumento desse repasse que a gente vai ter de R$ 3 milhões para a educação, a gente construa, ao longo dos quatro anos, 100 novas escolas”, afirmou.
A candidata criticou a situação da estrutura física das escolas do DF. Segundo ela, a falta de novas unidades fez com que espaços que poderiam ser destinados a atividades complementares fossem transformados em salas de aula. “O que a gente vê hoje no governo de Celina Leão e Ibaneis Rocha são os espaços das escolas sendo preenchidos todos por salas de aula, porque eles não construíram a quantidade de escolas necessárias para isso”, declarou.
Samara também defendeu a nomeação de professores aprovados em concursos públicos e a realização imediata de novos certames para ampliar o quadro da rede. Entre as iniciativas, citou ainda a contratação de orientadores educacionais e psicólogos para atuar nas unidades de ensino, diante do aumento dos episódios de violência no ambiente escolar.
A candidata voltou a defender mais investimentos na educação pública e criticou iniciativas de privatização de escolas. Ela afirmou que eventuais processos de transferência da gestão para a iniciativa privada representariam uma ameaça ao caráter público da educação. “Todos os processos de privatização de escolas são um atentado contra a educação pública de qualidade”, afirmou.
