O coletivo Sambadeiras de Roda promove, nesta quinta-feira (24/9), uma vivência aberta ao público reunindo canto, dança, musicalidade e fundamentos da tradição do samba de roda no espaço Kifanda, no Conic, às 19h. O objetivo é vivenciar a roda como lugar de troca, ancestralidade e memória junto aos saberes da cultura popular.
Lígia Siqueira, 29 anos, psicóloga, dançarina e integrante do coletivo, conta que o grupo é onde ela consegue cuidar da saúde, espiritualidade e construir bem-viver. “Fortaleço e sou fortalecida por outras mulheres. É meu respiro depois de um dia cansativo. Saio renovada das nossas rodas. Sou muito feliz aqui”, celebra.
Sambadeiras de Roda é um grupo do Distrito Federal formado por mulheres negras com a proposta de estudar e praticar o Samba de Roda, idealizado por Diangala e Camila Ferreira, em 2021. A principal referência do coletivo é o Samba de Roda Rural.
A partir dos estudos e mobilizações artístico-culturais, as Sambadeiras de Roda dão continuidade a saberes ancestrais da cultura popular a partir de oficinas abertas ao público adulto e infantil, apresentações e ações sociais por todo o Distrito Federal. Em 2024, o coletivo foi contemplado com o Prêmio Marielle Franco de Direitos Humanos pela Câmara Legislativa.
Serviço:
Vivência Aberta de Samba de Roda
Data: Quinta-feira, 24/09
Hora: 19h
Local: Espaço Kifanda, Conic, Setor de Diversões Sul
Valores: Solidário (R$ 50), Justo (R$ 80) e Abundante (R$ 100). Oferecem, ainda, bolsas para mulheres negras e espaço para diálogo com quem valoriza a cultura popular.
*Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates
