
O deputado federal eleito pelo PL-DF Izalci Lucas participou, ontem, do CB.Poder, programa do Correio Braziliense, em parceria com a TV Brasília. Na entrevista conduzida pelos jornalistas Sibele Negromonte e Ronayre Nunes, o parlamentar destacou a parceria com a governadora Celina Leão (PP) e os projeto que pretende apresentar na nova legislatura. Após cumprir três mandatos como deputado federal e passar pelo Senado, Izalci falou sobre os desafios que pretende enfrentar na Câmara a partir de 2027 e comentou problemas do Distrito Federal. Na avaliação dele, áreas como educação e saúde precisam de melhorias na gestão.
Como o senhor vai atuar na Câmara dos Deputados?
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Foi um pedido muito claro do Flávio Bolsonaro que eu fosse (primeiramente) para o Senado, porque, na prática, eu sempre trabalhei com o governo, porque a minha expectativa era sair candidato ao governo. De última hora, o Flávio acabou dizendo 'vai para a Câmara, eu preciso de liderança lá'. Porque a Câmara são 513 deputados, nós, em Brasília, temos oito. Então, se a gente não tiver experiência, saber articular, tem muita dificuldade em aprovar as coisas.
O senhor não acha que as bets é uma questão de saúde pública?
Acho. O governo já sabia. Alertamos isso na CPI das Bets. Para você ter ideia, a base de governo acabou inviabilizando a aprovação do relatório. Eu fui um dos que fez o relatório independente das bets. Porque, de fato, você tem que mexer na propaganda. Não tem sentido a propaganda do jeito que está, de manhã, de tarde, de noite, para a criança, para todo mundo. As camisas de futebol com o nome das bets, muita criança usa isso. Então, algumas restrições têm que ser feitas. Porque, hoje, o governo já demonstrou que não tem a mínima capacidade de fiscalizar. O jogo vai continuar ilegalmente.
No segundo turno, o senhor declarou seu apoio à Celina Leão. Que propostas que o senhor acha que se alinham?
Toda vez que o PT administrou Brasília, foi um caos. Então, eu resolvi apoiar a Celina. E evidentemente, eu quero ajudar muito também na gestão, porque nós temos que corrigir muita coisa. Educação, por exemplo, é um tema que a gente precisa corrigir. Eu me preparei para governo. Desde 2011, que a gente está fazendo planejamento. Então, eu posso ajudar muito a Celina. Eu estive com ela, conversei com ela. Evidente que vou ajudar na eleição e depois vou ajudar também a governar essa cidade, porque a educação precisa melhorar. Nós somos em último lugar no Ideb. Nós temos que melhorar e não é difícil melhorar, porque eu mesmo, quando fui secretário de Ciência e Tecnologia, trouxe educação profissional para a secretaria. E a questão da saúde, que hoje é a situação mais grave, que também é muita falta de gestão mesmo, é falta de informatização. Hoje você tem muitos sistemas, mas eles não se comunicam. Então, se você vai no hospital da Ceilândia, ele não tem a mínima ideia do que está acontecendo no hospital do Paranoá ou nas UPAs, UBS.
O senhor vai ter, como deputado federal, uma verba para as emendas parlamentares. Quais são as suas prioridades em relação a essas emendas? E como vai acompanhar?
Olha, eu coloquei milhões e milhões no GDF, não foi executado no governo Ibaneis Rocha. Milhões estão lá, na saúde. Eu coloquei para a Estrutural, por exemplo, recursos para uma UBS. Eu coloquei R$ 13,8 milhões. Está lá. O dinheiro foi repassado em 2025. E a obra está parada porque não pagaram o negócio. Então, você tem que ajustar essas coisas. Mas, se você tem um governo eficiente que executa... Olha, nós temos condições de trazer muitos recursos para o Brasília. Mas sabe quantas vezes o governador Ibaneis reuniu com a bancada para falar sobre isso? Nos oito anos? Nenhuma vez. Aqui, o que mais tem no Congresso é prefeito e governador. Atrás de deputado e senador para pedir emenda, para pedir recursos. O Ibaneis não foi uma vez no Congresso pedir para a gente.
A Celina Leão foi vice do Ibaneis durante todos esses anos. O senhor acha que isso vai mudar com ela?
Eu até entendo isso. Pelo perfil do governador Ibaneis, a vice não tem poder de mando. Ele não aceitava nada. Ele era muito arrogante, prepotente. Ele não tinha humildade de conversar. A Celina é mais articulada. A Celina tem uma boa relação com o Congresso, com a Câmara.
Cidades DF
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