
Entre os eleitores do Distrito Federal ouvidos pela pesquisa Correio-Opinião Inteligência Política, 80% apostam na reeleição de Celina Leão (PP), independentemente de votar nela ou não. Apenas 14,6% acreditam na vitória de Leandro Grass (PT). É o que aponta o sexto levantamento, que foi a campo entre 16 e 19 de outubro, para avaliar o cenário do segundo turno das eleições 2026.
Registrada na Justiça Eleitoral com o número DF-08851/2026, a pesquisa entrevistou 1.006 pessoas de forma presencial em 31 regiões administrativas. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
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No primeiro turno, Celina teve 825.530 votos, que corresponde a 49,93% do eleitorado. Ela não levou a faixa de governadora reeleita ainda naquele dia por uma diferença de 168 votos que garantiriam a vitória. Leandro Grass conquistou 569.930 votos — 34,47%. A abstenção registrada foi de 18,99%. Votos nulos representaram 4,95% e brancos, 4,11%.
Na pesquisa Correio-Opinião Inteligência Política, 93,7% dos entrevistados que votaram em Celina no primeiro turno disseram que vão repetir essa escolha. No grupo de eleitores de Grass, 96,3% garantem que vão continuar com o petista, mas a mudança atingiu 3% que agora se declaram a favor de Celina. A candidata do PP perdeu 5,6% dos eleitores, que duas semanas depois da votação, afirmam preferir Leandro Grass. Em compensação, 62,5% das pessoas que votaram em Paula Belmonte (PSDB) em 4 de outubro agora vão para as urnas com Celina Leão. Desses, 27,7% preferem o petista e 9,8% não escolhem nenhum dos dois.
Paula Belmonte ficou em terceiro lugar no primeiro turno das eleições, com 140.765 votos, correspondente a 8,51% dos votos válidos. Após a votação, ela se manteve neutra e não declarou voto na rodada de segundo turno. Mas, na disputa presidencial, a tucana anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL), que faz campanha com a atual governadora do DF.
Trabalho e abstenção
Entre os entrevistados na pesquisa, 91,1% confirmaram que saíram de casa para votar no primeiro turno e 8,8% não compareceram nas zonas eleitorais. O principal motivo para a abstenção foi o trabalho (17,7%). Doença ou problemas de saúde impediu 12% de irem votar e 9,6% estavam fora do Distrito Federal. Para 9,1%, não havia motivos para sair de casa porque seu voto não faria diferença, 5,9% não gostam de nenhum candidato e 0,9% achou que a eleição já estava definida. Outros 7,6% tiveram problemas com o título de eleitor ou com o local de votação. Houve ainda problemas com transporte que atrapalharam 3% dos eleitores.
Agora, 93% dos eleitores ouvidos pela pesquisa afirmam que vão votar no próximo domingo. Outros 4,4% disseram que é provável que saiam para escolher um candidato no segundo turno. Entre os que com certeza vão votar, 58,5% são eleitores de Celina e 41,5%, de Leandro Grass. A abstenção, portanto, não deve interferir no resultado da eleição.
A pesquisa também apurou se o eleitor deixa a decisão sobre o voto para a última hora: 6,6% só resolvem no dia da eleição, 5,6% na última semana e 5% um mês antes da votação. Mas a maioria (81,9%) disse que escolheu o candidato com mais antecedência ou sempre soube em quem votar.
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