
O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) afirmou que a saúde pública será a principal prioridade dos primeiros 100 dias de um eventual governo. Durante sabatina promovida por um portal de notícias local nesta sexta-feira (23/10), o petista prometeu convocar profissionais aprovados em concursos, ampliar a oferta de consultas e exames e reorganizar a gestão da rede pública. Ele criticou a administração da adversária, a governadora Celina Leão (PP), e afirmou que os problemas do setor não decorrem apenas da falta de recursos, mas da aplicação do dinheiro público.
“Não podemos deixar que as pessoas morram sem ter atendimento”, declarou Grass. O candidato citou pessoas à espera de cirurgias e tratamentos oncológicos, além de dificuldades para obter medicamentos na rede pública. Para enfrentar a demanda reprimida, defendeu a contratação de mais médicos, enfermeiros e técnicos, a ampliação da rede de especialistas e a realização de mutirões de exames e cirurgias, inclusive com parcerias com a rede privada.
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Grass afirmou que pretende convocar profissionais aprovados em concursos públicos e aproveitar programas federais para reforçar as equipes de saúde. “Existe o programa Agora tem Especialista, do Ministério da Saúde, que não fazemos proveito aqui. A gente tem o programa Mais Médicos, que também é financiado em nível federal para reforçar as unidades básicas de saúde, e não foi aproveitado”, disse.
Outro eixo das propostas para a saúde é a reformulação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Grass afirmou que pretende devolver à Secretaria de Saúde o comando do planejamento e da gestão da rede pública, mantendo, inicialmente, os contratos dos profissionais que trabalham no instituto. “O Iges era para ser um prestador de serviço à Secretaria de Saúde. O Iges não pode ser maior do que a administração direta, que é a Secretaria de Saúde”, afirmou.
Fundo Constitucional
Questionado sobre a possibilidade de ampliar o efetivo das forças de segurança diante das limitações orçamentárias, Grass afirmou que pretende aumentar a arrecadação por meio do desenvolvimento econômico e da revisão de benefícios fiscais, sem elevar impostos. “O Fundo Constitucional teve um aumento de 16 bi para 28 bi, entre 2022 e 2025/2026. Ano que vem, a gente deve ter mais um incremento, uma vez que aumentou a arrecadação federal. Tudo é importante, mas também é importante organizar as contas aqui”, destacou.
O petista também contestou a avaliação de que mudanças na legislação federal representariam uma ameaça imediata ao fundo. Na visão dele, a alteração no cálculo dos repasses não significa necessariamente uma redução dos recursos destinados ao DF.
Grass afirmou que a projeção para o próximo ano é de crescimento e disse que se oporá a qualquer iniciativa que prejudique o financiamento da capital. “Qualquer movimento, seja lá de quem for, em relação à tentativa de tirar o Fundo Constitucional, vai ter a minha posição como governador”, declarou.
Redução de impostos
Na área tributária, Grass prometeu reduzir impostos sobre alimentos da cesta básica, como arroz, feijão, leite e pão. O candidato criticou a cobrança de ICMS sobre esses produtos e afirmou que pretende zerar o tributo para aliviar o custo de vida da população de baixa renda e da classe média.
Para compensar a renúncia de receita e financiar as propostas para os serviços públicos, ele defendeu rever os incentivos fiscais concedidos a empresas. “Eu posso até ter renúncia fiscal. Eu vou dar renúncia para quem tem uma atuação estratégica na cidade”, explicou.
Grass afirmou que pretende revisar a política de incentivos fiscais e adotar critérios mais rigorosos para a concessão de benefícios. Segundo ele, a medida deverá combinar responsabilidade fiscal, estímulo à atividade econômica e manutenção dos investimentos em saúde, educação e segurança.
Cidades DF
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