Eleições 2026

Grass promete tarifa zero gradual e ampliação da rede de saúde no DF

Em entrevista à TV Globo, candidato do PT defendeu escola integral, expansão do metrô e combate à violência contra a mulher; Celina Leão não compareceu

As propostas foram apresentadas nesta quinta-feira (22/10), durante entrevista à TV Globo -  (crédito: Reprodução)
As propostas foram apresentadas nesta quinta-feira (22/10), durante entrevista à TV Globo - (crédito: Reprodução)

O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Leandro Grass (PT) prometeu ampliar o atendimento na rede pública de saúde, implementar gradualmente a tarifa zero no transporte público e expandir a oferta de educação em tempo integral caso seja eleito no segundo turno das eleições, no domingo (25/10). As propostas foram apresentadas nesta quinta-feira (22/10), durante entrevista à TV Globo, que havia convidado os dois candidatos para um debate. A adversária, Celina Leão (PP), informou que não participaria por ter outro compromisso agendado para a mesma data e horário.

Professor há 20 anos, Grass defendeu a ampliação das escolas de tempo integral, com atividades de arte, ciência, tecnologia e esporte, além da oferta de ensino médio profissionalizante. “(A meta) é que o jovem saia da escola com uma profissão, uma habilitação para entrar no mercado de trabalho, como já acontece nos institutos federais que nós temos aqui em Brasília”, afirmou.

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O candidato também prometeu investir na estrutura das unidades de ensino, ampliar laboratórios, salas de dança e bibliotecas, além de fortalecer o atendimento aos estudantes com deficiência e altas habilidades. Entre as medidas, citou a valorização dos profissionais da educação e a isenção da taxa do Programa de Avaliação Seriada (PAS) da Universidade de Brasília (UnB) para estudantes da rede pública.

Questionado sobre como financiaria a expansão diante das dificuldades orçamentárias do GDF, Grass afirmou que há recursos disponíveis e defendeu planejamento para a execução das medidas. Ele citou o crescimento do Fundo Constitucional do Distrito Federal. “Com planejamento, com metas e resultados, com um secretário de Educação que seja aliado da educação e não inimigo, que não persiga o professor, que não persiga nenhum aluno, nós vamos ter uma educação de qualidade”, disse.

 

Saúde e redução das filas

Na saúde, Grass afirmou que o enfrentamento às filas de consultas, exames, cirurgias e tratamentos será uma das prioridades de um eventual governo. O candidato prometeu contratar profissionais, nomear aprovados em concursos públicos e ampliar a capacidade de atendimento dos hospitais e das unidades de pronto atendimento (UPAs).

“Eu vou começar o meu governo e essa vai ser a minha grande obsessão: enfrentar a fila da saúde. Temos fila para consulta, exames, cirurgias e tratamento. Tem gente esperando há mais de um ano, dois anos, três anos para tratar câncer. Tem gente que morreu sem atendimento”, declarou.

Grass também defendeu a divulgação de informações sobre o tempo de espera dos pacientes. Segundo ele, o governo deve estabelecer metas para reduzir a espera e ampliar a transparência na regulação dos serviços. “Vai ter um painel público, um portal público para que as pessoas vejam a fila andando. E não vamos deixar as pessoas esperando 254 dias na média como é hoje”, afirmou.

O candidato prometeu ainda descentralizar a distribuição de medicamentos de alto custo, com unidades em diferentes regiões administrativas, para facilitar o acesso dos pacientes. Também citou a possibilidade de recorrer a programas federais para ampliar a presença de especialistas na rede pública.

 

Segurança pública

Na área da segurança pública, Grass propôs descentralizar o monitoramento por câmeras, conectando os equipamentos instalados nas regiões administrativas aos batalhões da Polícia Militar e às delegacias locais. O objetivo, segundo ele, é agilizar o atendimento às ocorrências e permitir que as equipes mais próximas sejam acionadas rapidamente. “A primeira coisa que eu vou dizer é: bandido no meu governo ou procura lugar para morar, vai embora de Brasília, ou tem a certeza de que vai para a cadeia. Bandido bom é bandido preso”, afirmou.

O candidato argumentou que a integração entre câmeras e forças de segurança pode reduzir o tempo de resposta policial. Também reconheceu a necessidade de ampliar o efetivo e criticou a falta de planejamento para a contratação de servidores. Para a prevenção de crimes contra mulheres, Grass propôs instalar botões de pânico em paradas de ônibus e espaços públicos.

Ele também prometeu reforçar o cumprimento das medidas protetivas, ampliar as delegacias especializadas, as casas de acolhimento e a Patrulha Maria da Penha. “Nós vamos ser implacáveis com agressor de mulher. Agressor de mulher no meu governo vai para a cadeia. Nós vamos cumprir as medidas protetivas. Passou da linha, chegou perto da vítima, que ele já tentou matar uma vez, a polícia vai pegar”, declarou.

 

Tarifa zero e expansão do transporte

No transporte público, Grass defendeu a implementação gradual da tarifa zero. “Por onde eu começo? Eu começo pelos estudantes, nos horários além dos horários das aulas. Vou começar com o CadÚnico, cadastro único da assistência. Vou ampliar as atividades e, gradualmente, a gente vai chegar a 100% do Vai de Graça”, explicou.

Para viabilizar a medida, o candidato propôs realizar uma nova licitação das empresas de ônibus e reorganizar os custos do sistema. Ele também defendeu a integração do transporte do DF com o Entorno, de modo a facilitar o deslocamento de quem mora em cidades goianas e trabalha na capital federal.

Grass prometeu investir na manutenção do metrô, adquirir novos vagões e melhorar as estações, além de ampliar a rede de transporte sobre trilhos. Entre as propostas, citou a expansão do metrô para regiões como Recanto das Emas, Santa Maria e Gama, além da possibilidade de implantar um monotrilho para atender áreas em que o metrô convencional seria mais difícil de executar.

“Tem que fazer as duas coisas, porque não adianta você ampliar aquilo que já existe e deixar ser destruído. Nós tivemos a maior precarização, a maior destruição do metrô nos últimos oito anos. Então, a gente precisa fazer a manutenção do metrô, comprar novos vagões, melhorar as estações e, ao mesmo tempo, ampliar o sistema”, afirmou.

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postado em 23/10/2026 00:16
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