Ocorrências

TRE apura adulteração com cola na tecla 3 de urna e registra 53 ocorrências

Em coletiva no TRE-DF, o secretário Alexandre Patury detalhou as ocorrências do dia de votação, que incluem casos de boca de urna e uso celular na cabine

Coletiva no TRE-DF fala sobre ocorrências no segundo turno de eleição -  (crédito: Ed Alves/ CB/ DA PRESS)
Coletiva no TRE-DF fala sobre ocorrências no segundo turno de eleição - (crédito: Ed Alves/ CB/ DA PRESS)

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) investiga um suposto caso de adulteração em um equipamento de votação onde a tecla número 3 de uma urna eletrônica teria sido colada. A ocorrência foi um dos destaques apresentados em coletiva de imprensa no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) na tarde deste domingo (25/10), conduzida pelo secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury. Até as 17h, a central de atendimento da Polícia Militar havia recebido 53 chamados com relatos de possíveis infrações eleitorais ao longo do dia.

De acordo com o secretário, o caso da tecla colada foi encaminhado para apuração da Polícia Federal (PF), que é a responsável pelas investigações de crimes de âmbito federal. "Bom, a tecla, a gente foi comunicado na realidade de que havia cola, alguém tinha colado o número três da tecla. Mas, conforme eu falei aqui, quando você tem uma situação onde você pega aquela pessoa em flagrante... a Polícia Militar funciona como se fosse uma polícia do TRE, ela não está lá na sessão de votação. Ela fica do lado de fora", explicou Alexandre Patury. 

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De acordo com o secretário, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) montou uma estrutura dedicada ao pleito, direcionando cinco mesas do Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) exclusivamente para triar chamados eleitorais em quatro regiões da capital. O número de ligações saltou de 20 pela manhã para 53 no início da tarde. Patury ressaltou que a quantidade de chamados no 190 não corresponde, necessariamente, ao total de crimes eleitorais consolidados. 

"Quando eu falo que 20 ligações foram feitas pela manhã lá no Copom, isso não quer dizer absolutamente que é um crime. A gente usa o termo 'denúncia' para ficar mais fácil a compreensão, não é bem o termo técnico. É quando a pessoa liga no 190 e a partir dali uma análise é feita pelo Copom. Se ela identificar uma possibilidade de crime, entra em contato com o coordenador da área. Das 53 ligações, pode ser que não tenha nenhum crime efetivamente registrado pela Polícia Federal”, detalhou.

Em relação à ausência de prisões em flagrante delito até o momento da coletiva, o secretário esclareceu o enquadramento jurídico. "A pessoa presa termina sendo bem residual, acredito que nós não tenhamos nenhuma presa porque a maioria das vezes esses crimes aqui no DF são crimes de menor potencial ofensivo, onde a pessoa assina o termo circunstanciado e vai embora. Toda vez que o crime abstrato não é punido com pena máxima maior do que dois anos, ela assina um termo circunstanciado e é liberada."

Outras ocorrências e pós-resultado

Além do caso da tecla adulterada, a SSP-DF destacou outras ocorrências registradas em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal durante o período de votação. Na Escola Classe 22, localizada na Quadra 3 de Ceilândia, uma eleitora descumpriu as ordens dos mesários ao entrar na cabine com um aparelho celular e tentar fotografar o momento do voto, sendo conduzida pela Polícia Militar à Polícia Federal para prestar esclarecimentos. 

Já no Riacho Fundo, em frente à Escola Verde (PS4), houve o registro de uma denúncia por resistência e possível panfletagem irregular, envolvendo um indivíduo que portava a bandeira de um candidato, utilizava som alto e distribuía panfletos no local; por determinação do juiz eleitoral, o envolvido foi encaminhado ao Fórum de Samambaia. Por fim, no Gama, na CRM 01 do Setor Leste, três pessoas foram flagradas realizando boca de urna no interior de uma escola, e as partes envolvidas foram confirmadas e conduzidas ao Fórum de Santa Maria para avaliação da Polícia Federal. 

E para garantir a ordem pública após a divulgação dos resultados oficiais, um contingente de 5.000 policiais militares que atuaram ao longo do dia será remanejado para os pontos estratégicos de comemoração ou manifestação na capital, como a área do Museu Nacional e trechos do Eixo Rodoviário.

O plano de segurança envolve a atuação conjunta de 22 órgãos estaduais e federais — incluindo Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Comando Militar do Planalto e polícias legislativas — com monitoramento por helicópteros e 15 drones. O trânsito na Esplanada dos Ministérios permanecerá interditado por prevenção. "Ela vai ficar fechada pelo menos até amanhã, se não tiver nenhuma intercorrência nós deveremos fazer a liberação", concluiu o secretário.

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postado em 25/10/2026 17:37
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