
Para quem vota pela primeira vez, o segundo turno deste domingo (25/10) tem um sabor de estreia. No Centro de Ensino Fundamental 01 do Varjão, o Correio Braziliense conversou com jovens que foram às urnas pela primeira vez, alguns deles sem a obrigatoriedade do voto, e perguntou o que esperam dos próximos anos e de onde vem a informação que os leva à seção eleitoral. As respostas mostram uma geração com as mesmas preocupações de quem vota há décadas, mas sem consenso sobre o papel das redes sociais nessa escolha.
Entre os pedidos, a lista é conhecida. A estudante de Gestão Pública Vitória Samara Linhares Figueira, 19 anos, espera melhorias em "transporte público, escolas, educação, saúde, SUS". Waleska Plínio, 18, quer que os governantes administrem bem. "Eu espero que governem bem, que tragam melhorias para o país", diz. Como é a primeira vez que vota, ela conta que tudo ainda é muito novo, e elege saúde, educação e, principalmente, segurança como prioridades. Isabela de Sousa, 16, também cita educação e saúde. João Lucas Assis Queirós, 16, foi votar, mesmo sem a obrigatoriedade, e resume o motivo em uma frase. "Quero um futuro melhor para o Brasil", afirma.
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Sobre as redes sociais, as opiniões se separam. Waleska é a que mais reconhece a influência do ambiente digital. "Nos dois lados ajuda, tanto na parte positiva quanto na negativa. Então é muito decisivo mesmo na hora de escolher em quem vai votar", avalia. João Lucas afirma que o TikTok é o lugar onde mais consome notícias e fatos políticos e diz que as redes o ajudaram a chegar à urna com mais certeza.
Vitória reconhece o alcance das plataformas, mas separa uma coisa da outra. Ela acompanha o conteúdo político nas redes, mas diz que a opinião que formou não vem de lá. "Minha opinião política não foi por redes sociais, foi pelo que eu vivi mesmo e que eu acompanho no dia a dia", afirma. Ela lembra ainda que o ambiente digital tem um lado problemático. "Claro que tem muita fake news também", completa.
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Isabela afirma que a internet ajuda a entender política, mas nega que tenha interferido no voto. "A internet não interferiu nada, porque eu voto no que eu queria", diz. De acordo com ela, as redes ajudam a entender mais apenas em alguns pontos.
Nem todos os jovens que circulavam pelo colégio eleitoral estavam ali para votar. Alguns adolescentes de 16 anos acompanharam os pais até o local e contaram que gostariam de ter participado, mas perderam o prazo para tirar o título de eleitor e ficaram de fora das eleições deste ano. Agora, esperam pelas próximas para fazer a estreia nas urnas.
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