Eleições 2026

Ao lado de Celina, Flávio diz ter maioria no Congresso para alterar Constituição

Após declarar que o novo Congresso permitirá "mudar a Carta Magna e 'redemocratizar' o país", o candidato do PL ao Planalto tenta afastar temores de sobressaltos institucionais

Um dia após gerar repercussão no cenário político ao declarar que usará a nova bancada conservadora para mudar a Constituição e "redemocratizar o país", o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a abordar o tema em reunião com lideranças do União Progressista, em que o partido decidiu pelo apoio à reeleição da governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Acompanhado de Celina, e por governadores e parlamentares de centro-direita, o senador detalhou a estratégia legislativa para o eventual mandato, tentando afastar a acusação de interferência autoritária.
Ao rebater críticas da oposição de que a ampla maioria no Senado e na Câmara poderia resultar em sobressaltos institucionais ou atitudes fora dos limites do texto constitucional, Flávio Bolsonaro argumentou que o resultado das urnas garantiu uma composição legislativa em perfeita sintonia com a sua plataforma. 
"O Congresso está configurado para um presidente como Flávio Bolsonaro e não tem como encaixar uma peça diferente dessa. Vamos parar de mentir e aterrissar no mundo real. Vai ter estabilidade, paz para todo mundo trabalhar, segurança jurídica e respeito à Constituição. Vai ser o normal", afirmou.
O presidenciável explicou que suas pretensões de alteração na Carta Magna virão na forma de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) formuladas em conjunto com os parlamentares e respeitando as regras constitucionais. 
Entre as prioridades listadas por Flávio para alterar a Carta Magna estão o fim da reeleição no Executivo — abrindo mão do direito a um segundo mandato —, a redução da maioridade penal e ajustes infraconstitucionais na reforma tributária para reduzir a incidência do imposto sobre a folha de pagamento.
Para o senador, a força da bancada conservadora garantirá a facilidade de articulação para tais mudanças, além de viabilizar uma futura reforma no Judiciário sem necessidade de atritos interpessoais entre os Poderes. "Fiz o compromisso de não concorrer à reeleição. Vou usar o capital político de um presidente recém-eleito para aprovar essa PEC. É o Congresso que vai decidir os critérios, se vai ser mandato de quatro ou cinco anos. É o processo legislativo que vai ser respeitado", reforçou.

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