ELEIÇÕES 2026

PSTU declara "voto crítico" em Grass para o 2º turno no DF

Sigla do Professor Robson rejeita aliança com a Frente Ampla, promete oposição de esquerda e justifica apoio como tática para derrotar a extrema-direita e Celina Leão nas urnas

Professor Robson foi candidato ao GDF pelo PSTU -  (crédito:   Ed Alves CB/DA Press.)
Professor Robson foi candidato ao GDF pelo PSTU - (crédito: Ed Alves CB/DA Press.)

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU-DF) oficializou seu posicionamento para o segundo turno da disputa pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Após lançar a chapa composta pelo Professor Robson da Silva — 7º colocado no primeiro turno, com 0,10% dos votos — e Eduardo Zanata como vice, a legenda anunciou a chamada ao "voto crítico" em Leandro Grass (PT).

A decisão é definida pela sigla não como uma adesão política, mas como uma "necessidade tática" para derrotar o projeto de extrema-direita encabeçado pela atual governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP).

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Em manifesto publicado pela direção distrital, o PSTU fundamenta a urgência da derrota de Celina Leão ao apontar riscos de retrocessos democráticos, autoritarismo e arrocho econômico. O partido acusa a atual gestão de dar continuidade ao projeto de Ibaneis Rocha, promovendo um "ajuste fiscal implacável" e o uso do orçamento público para proteger grandes empresários e cobrir rombos financeiros, como a crise no Banco de Brasília (BRB-MASTER).

A nota denuncia propostas de ampliação das privatizações — inclusive com o congelamento de investimentos em serviços públicos por 15 anos e a transferência de patrimônio do DF ao setor privado — e critica os repasses à saúde privada. A sigla também aponta ações autoritárias na educação pública, denunciando assédio a professores, o avanço da militarização de escolas, a terceirização via plataformas digitais e o avanço de agendas de desmonte de direitos de mulheres, negros e da comunidade LGBTQIAPN+.

Apesar da indicação de voto em Leandro Grass, o PSTU faz questão de marcar fronteira e declarar oposição irrestrita ao PT e ao projeto da Frente Ampla. A legenda reafirma que não negociará cargos, secretarias ou favores políticos e que fará sua campanha de forma totalmente independente, com militância e materiais próprios.

O partido critica a estratégia do PT de conciliação de classes e de governar ao lado do Centrão, apontando que esse modelo desorganiza as lutas populares e pavimenta o caminho para o fortalecimento da própria extrema-direita. A nota reprova os acenos recentes da campanha de Leandro Grass em busca do apoio de figuras como o ex-governador José Roberto Arruda e Kiko Caputo (Novo). Para os socialistas, uma eventual vitória de Grass não alterará estruturalmente a realidade do DF, pois manterá a lógica de concessões aos bilionários e aos grandes empresários.

"Oposição de esquerda nas ruas"

A posição adotada no manifesto vai ao encontro das declarações feitas pelo Professor Robson no dia do primeiro turno. Ao votar no Guará II — onde coincidiu de votar na mesma seção eleitoral que Leandro Grass —, o candidato sublinhou que o PSTU "não é um partido só de eleição" e prometeu atuação permanente nos movimentos sociais.

Confirmando essa postura, o PSTU encerra a nota declarando que, no caso de uma vitória de Leandro Grass, atuará como "oposição de esquerda nas ruas e nas lutas". A sigla defende medidas radicais — como a estatização de grandes empresas, o confisco de bens de corruptos e a estatização do transporte público — e convoca os trabalhadores, sindicatos e estudantes a manterem total independência organizativa para combater os ataques aos seus direitos, venham eles da extrema-direita ou da Frente Ampla.

  • Google Discover Icon
postado em 07/10/2026 08:27 / atualizado em 07/10/2026 08:28
x