Leandro Grass (PT) defendeu o diálogo entre o poder público e os profissionais da educação durante uma panfletagem em frente ao Centro de Ensino Médio (CEM) 01, no Guará I. Na manhã desta terça-feira (20/10), o candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) afirmou que professores e estudantes precisam ser ouvidos pela gestão pública e criticou o que classificou como tentativas de silenciamento de pessoas que divergem do governo. A declaração ocorre em meio à previsão de uma paralisação dos professores da rede pública, anunciada pelo sindicato da categoria.
Para Grass, a mobilização dos trabalhadores deve ser respeitada, independentemente da carreira ou do setor em que atuam. O candidato criticou a judicialização de greves durante os últimos oito anos e afirmou que, em vez de recorrer à Justiça, o governo deveria priorizar a negociação com os servidores. “Todo trabalhador, seja do setor público ou privado, quando se organiza para reivindicar seus direitos, precisa ser respeitado e ouvido”, declarou.
Questionado sobre as queixas de autoritarismo na Secretaria de Educação, ele disse perceber uma tentativa de silenciamento de professores e estudantes que divergem de quem está no poder.
O petista também afirmou que a gestão pública precisa respeitar quem acompanha diariamente a realidade das escolas e das salas de aula. Segundo ele, o governo deve ouvir os profissionais da educação, em vez de impor decisões, especialmente durante o período eleitoral. Sobre a possibilidade de a paralisação funcionar como resposta à suposta tentativa de silenciamento, Grass ponderou que não poderia falar em nome do sindicato e atribuiu aos representantes da categoria a responsabilidade de apresentar os argumentos sobre as reivindicações.
Durante a panfletagem, o candidato também destacou a importância de levar a campanha às portas de escolas e faculdades. Para ele, os jovens têm papel relevante na mobilização política e podem influenciar as escolhas eleitorais de familiares e pessoas próximas. Grass afirmou que a participação da juventude nas ruas em defesa da educação pública e das universidades fortalece a conexão entre a campanha e as demandas dessa parcela da população. “Cuidar da formação e das oportunidades dos jovens também é cuidar da cidade como um todo”, disse.
